Brasileiro de 9 anos desenha coletor de lixo espacial e leva prêmio da Agência Espacial Europeia


Brasileiro de 9 anos cria coletor de lixo espacial e leva prêmio da Agência Espacial Europeia
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O pequeno João Paulo Guerra Barrera, de 9 anos, foi premiado pela NASA (agência espacial norte-americana) e pela ESA (agência espacial europeia) graças aos seus esforços na área da Astronomia. Estudante do ensino fundamental, o jovem é um palestrante entusiasta da ciência, escritor e inventor. Currículo invejável, não?

Recentemente, João venceu uma feira de ciência da ESA para crianças, ficando em primeiro lugar em um projeto sobre a limpeza do lixo espacial que se acumula na órbita terrestre através de equipamentos coletores e/ou recicladores.

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Usando e abusando da criatividade, o jovem fez um desenho do que ele acredita ser a solução ideal para o problema da poluição humana no espaço. Seu projeto agradou bastante a banca de cientistas europeus, haja visto a quantidade de elogios que o garoto recebeu, mais um incentivo para permanecer seguindo o sonho de se tornar um “engenheiro espacial, engenheiro civil, cientista, inventor e astronauta” (ele que disse isso).

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“Estou muito feliz em ganhar mais um prêmio. Eu fiz o desenho porque descobri que tinha muito lixo em volta da Terra. Então criei essa máquina. Eu comemorei muito. Quer dizer, não comemorei muito por fora. Só falei assim “yes, consegui!’. Mas aqui por dentro está uma festa total”, contou João.

Brasileiro de 9 anos cria coletor de lixo espacial e leva prêmio da Agência Espacial Europeia
Desenho vencedor do prêmio da Agência Espacial Europeia. Um coletor de lixo espacial. Imagem: Arquivo pessoal.

Jornada até o prêmio

A ideia do coletor de lixo espacial surgiu quando João escreveu o segundo dos três livros que lançou até agora. A primeira publicação do escritor mirim foi lançada quando ele tinha 6 anos.

A história conta a aventura de três crianças que viajam até a Lua em um foguete feito de material reciclado. Mais: a história é escrita em duas línguas – o português e o inglês. João foi alfabetizado em inglês, tendo aprendido nossa língua sozinho; isso porque sua família morou nos Estados Unidos quando ele tinha entre 4 e 5 anos.

Colecionador de prêmios

De fato, João está aprendendo a colecionar prêmios internacionais desde cedo. A premiação da ESA que ele ganhou há duas semanas é a segunda no currículo.

Quando tinha 7 anos, o pequeno foi considerado a pessoa mais jovem do mundo a receber um prêmio da NASA, entregue em Saint Louis, EUA.

Inspirado pelo próprio livro, João criou um jogo sobre a aventura e faturou o primeiro lugar na categoria “mérito literário”.

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Brasileiro de 9 anos cria coletor de lixo espacial e leva prêmio da Agência Espacial Europeia
João também faz palestras para falar sobre o universo da ciência e da astronomia. Nesta palestra, falou sobre o lixo espacial que envolve a Terra. Imagem: Arquivo pessoal.

De brinde, João ainda foi a pessoa mais jovem do mundo a discursar na NASA e o primeiro brasileiro a vencer um concurso mundial da agência estadunidense.

Nunca satisfeito, ainda deu uma palestra no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), uma das instituições de ensino mais prestigiadas e importantes do planeta.

Margarida Guerra Barrera, mãe de João, afirma que todas as viagens do filho foram custeadas pela própria família. Além disso, o deslocamento para as visitas em escolas públicas, onde o estudante realiza algumas palestras e distribui os seus livros (gratuitamente), também são bancadas por eles.

“E não foi por falta de procura. Já batemos na porta de várias grandes empresas e órgãos públicos. Eles sempre curtem muito a história do João Paulo, nos parabenizam, pedem para continuarmos com nosso empenho, e só. É sintomático que o João Paulo tenha tido reconhecimento no exterior com seu prêmio na NASA e na ESA”, desabafou a mãe.

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As brincadeiras favoritas de João são pega-pega, futebol e videogame. Imagem: Arquivo pessoal.

“Acaba sendo até compreensível, pois o Brasil é um país com histórico de negligenciar a educação infantil, tem uma cultura de não valorizar o mérito individual e um claro preconceito em não reconhecer talentos. Como dizia Tom Jobim, sucesso no Brasil é uma ofensa pessoal”, acrescentou.

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Fonte: UOL

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