Jovem que quase largou a escola vai estudar medicina em Harvard

Marcinho é de uma família de catadores de material recicláveis. Ele ralou muito para entrar na universidade de medicina e, agora, tenta ir estudar em Harvard.


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Essa é uma daquelas histórias para acreditarmos nos nossos sonhos! Marcio Henrique de Jesus Oliveira, 21 anos, nascido e criado em Itaquera, periferia de São Paulo, começou a trabalhar ainda criança, quase abandonou a escola, mas encontrou na educação um caminho para a transformação da sua vida.

Ele batalhou, fez cursinho, chegou a passar fome, recebeu a ajuda de muita gente, e conseguiu entrar para o curso de medicina em uma universidade federal. Agora, Marcinho está arrecadando doações para ir mais longe, quer ir estudar em Havard. É ou não é demais? Vamos conhecer sua história de vida? Vem com a gente!

Dificuldades na infância 

Marcinho é de uma família muito humilde. Ele morava com os pais e um irmão nos fundos da casa dos avós, que trabalham com sucata e material reciclável. Marcinho relata que sofria bullying. “Os outros meninos nos chamavam de rasga lixo, cata-lixo”, relembra sem mágoas.

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De Itaquera, na periferia de São Paulo, para Harvard. Foto: Arquivo pessoal

Ao entrar na escola, ele teve dificuldades de adaptação e a mãe precisou acompanhá-lo na sala de aula durante seis meses. Os anos foram se passando e Marcinho ainda não tinha despertado para os estudos.

“Eu brincava demais dentro de sala de aula e só pensava em sair da escola para trabalhar e ajudar os meus pais. Para a gente, é o sonho ou a sobrevivência, o estudo ou o trabalho. Eu desconhecia as possibilidades de ampliar os limites do meu mundo por meio da educação”, relata.

Para ajudar em casa, ele teve que começar a trabalhar aos 13 anos de idade em uma pizzaria. O seu irmão também passou a trabalhar na pizzaria, mas o próprio dono do estabelecimento os incentivava a estudar. “Nós tivemos o privilégio de ter uma família muito presente e passamos a valorizar mais o trabalho”, disse ele.

Mas, na escola, o desempenho de Marcinho continuava ruim. Até que no Ensino Médio um professor de história fez uma provocação que mudaria o rumo da sua vida. Ele provocou a turma dizendo que gostaria de ter o prazer de narrar a trajetória de sucesso de um aluno seu porque até então só tinha histórias de estudantes que se envolveram com o mundo do crime para contar. Marcinho, que morava numa comunidade rodeada pelo tráfico de drogas, decidiu que aquele não seria o seu destino.

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Marcinho estudava em uma escola pública e tinha dificuldades para se dedicar aos estudos. Foto: Arquivo pessoal

Como começou o sonho de cursar medicina

Márcio passou a estudar, a assistir aulas extras e decidiu que iria fazer vestibular para o curso de medicina. Para isso, ele entrou no cursinho MedEnsina, em que estudantes concluintes de medicina da USP preparam gratuitamente alunos que vão prestar o vestibular para o curso.

“Lá, onde teoricamente eu estava sendo preparado para as provas no final de ano, eu dei meus primeiros passos ao encontro da leitura, da escrita, da arte e do conhecimento. Cresci muito, pois encontrei professores que sempre nutriram meus sonhos, que sempre regaram minha vontade de aprender e treinaram meu olhar para enxergar o mundo e passar por ele de maneira que o mundo também me enxergasse. E isso aconteceu”, relata Marcinho.

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Marcinho começou a sonhar com o curso de medicina fazendo o cursinho pré-vestibular MedEnsina. Foto: Arquivo pessoal

O caminho não foi fácil porque ele tinha muitas deficiências de formação, principalmente de leitura, interpretação e linguagem. Porém, a maior dificuldade ainda era financeira. Para custear a alimentação e o transporte para o cursinho, Marcinho passou a trabalhar também em um hospital durante a semana e na pizzaria aos finais de semana. Ele quase não tinha tempo para estudar, nem mesmo pra dormir.

Foi aí que surgiu muita gente disposta a apoiá-lo no seu sonho. “Eles colocavam na minha carteira um cafezinho, ficha de almoço, passagem do metrô, barrinha de cereal com a frase ‘Força, Marcinho’, pessoas que eu nem sei quem eram”, relembra.

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O MedEnsina foi o primeiro passo na caminhada sonhadora de Marcinho. Foto: Arquivo pessoal

Aprovação no curso de medicina 

Apesar de todo o esforço e de todo o apoio dos amigos, as primeiras notas no Enem foram muito baixas, reflexo de uma formação básica defasada. Mas ele não desistiu, e neste momento surgiu mais um apoiador. Um dos professores do cursinho, o estudante de medicina Marco Agrela, decidiu financiar para Marcinho um curso particular dos que mais aprovam em São Paulo.

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Marco Agrela pagou cursinho particular para Marcinho. Foto: Arquivo pessoal

Depois de mais essa oportunidade, Marcinho estava aprovado na Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. O professor, amigo e “padrinho” também lhe daria tempos mais tarde um jaleco e um estetoscópio para o futuro médico. “Ele demonstrava interesse puro e genuíno no que eu fazia. Eu queria enxergar as coisas da forma como ele enxerga”, disse Marcio se referindo a Agrela.

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Marcinho foi aprovado no curso de medicina da Universidade Federal de Uberlândia. Foto: Arquivo pessoal

Mas… como a vida de Marcinho é rodeada de dificuldades, ele enfrentou mais batalhas para conseguir se firmar no curso. Fora de casa, sem ter como trabalhar e dar conta dos estudos, o jovem voltou a passar por problemas financeiros e ficou sem ter o que comer por três dias. A família e seus novos amigos o ajudaram a superar este momento.

Convite para estudar em Harvard

Quando Marcinho decidiu que queria ser médico, ele não imaginava o quão longe da sua realidade iria para alcançar este sonho. Se os pais já achavam distante a universidade em Uberlândia, ficaram ainda mais surpresos quando o filho falou que poderia estudar em Havard, nos Estados Unidos.

Desde os primeiros dias de aula no curso, Márcio já começou a acompanhar alguns professores no trabalho em hospitais da cidade. Obstinado que é, ele se lançou num programa de intercâmbio já no segundo semestre do curso, mas foi impedido de participar por não ter condições financeiras. Neste momento entra um novo agente transformador na vida de Marcinho, o professor Paulo Hilário, da USP.

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“Eu olhei e disse: ele merece essa chance”, relata o professor. Começava um novo desafio na vida do estudante. Só que para conseguir passar um ano estudando numa das principais instituições de ensino do mundo, ele precisa arcar com cerca de R$ 80 mil.

Sem dinheiro, Marcinho criou uma vaquinha online para financiar mais este sonho. E quem duvida que ele vai conseguir superar mais este obstáculo? Se você quiser ser mais um dos tantos que contribuíram com essa história, basta clicar aqui.

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Marcinho ficou extremamente feliz ao ganhar seu primeiro jaleco e vai ficar com esse sorrisão no rosto se conseguir ir para Harvard. Foto: Arquivo pessoal

Quero levar comigo todos aqueles que acreditam na educação como o caminho que salva, que transforma pessoas e que dá a elas a oportunidade de transformar o mundo. Não voltarei só, mas munido do conhecimento e de novas perspectivas para repensar a Ciência, Educação e Medicina brasileiras”, disse.

Exemplo motivou o irmão

Marcinho é o orgulho da família simples e batalhadora, de avós que trabalham catando materiais recicláveis e que vão poder dizer num futuro próximo que têm um médico na família formado com muito suor e que estudou em Harvard.

E tem mais um médico a caminho nesta casa. Lembra do irmão do Márcio que trabalhava com ele na pizzaria? O exemplo o inspirou e agora ele também deseja cursar medicina. “Quero ser médico não só da carne, mas também de almas”, disse Eliel Jesus.

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Irmão de Marcinho também quer fazer medicina. Foto: Arquivo pessoal

Marcinho não é um exemplo apenas em casa, mas pra todo mundo, não somente pela sua perseverança, mas também por mostrar como as oportunidades são fundamentais para alcançarmos os nossos sonhos!

Voa, Marcinho! 👏

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