Olimpíadas do conhecimento transformam vida de estudante de escola pública do Paraná

“As olimpíadas geram um crescimento intelectual, acadêmico e pessoal gigantescos”, afirma o estudante Gustavo Palote.


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“É transformador passar a gostar do conhecimento e ver o quanto ele pode te levar longe.” Gustavo Palote, 17 anos, fez toda sua formação em escolas públicas, em Londrina, Paraná. Ele estava no 7º ano quando teve sua primeira experiência em olimpíadas do conhecimento, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Ganhou menção honrosa e tomou gosto pelas olimpíadas.

No 9º ano, Gustavo participou novamente da OBMEP e, desta vez, ganhou uma medalha de bronze. A conquista deu a Gustavo a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica Júnior da OBMEP. “Uma oportunidade que mudou minha vida. Acredito que foi um ‘divisor de águas’”, afirma.

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Ele passou a gostar mais de matemática – pesadelo para muitos estudantes, inclusive para o redator rs – e se divertir com ela. Dali em diante, o estudante conheceu outras olimpíadas do conhecimento e participava de todas sempre que podia. A Olimpíada Brasileira de Linguística é uma das que mais marcou Gustavo.

“Meu foco até então estava na matemática. A OBL abriu muito a mente pra compreender uma variedade inimaginável de assuntos. Foi muito interessante ver algo tão diferente e inovador, como aqueles problemas autossuficientes que tinham nas provas. As experiências que tive depois só foram melhorando”, lembra.

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“É transformador passar a gostar do conhecimento e ver o quanto ele pode te levar longe.”

Gustavo levou o 1º lugar na primeira edição da Olimpíada Brasileira de Linguística, em Brasília, e foi classificado para a fase internacional, em Dublin, Irlanda. Foi a primeira experiência internacional de Gustavo, que ganhou menção honrosa.

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No ano seguinte, ele se inscreveu novamente para a edição nacional, e também chegou até a fase internacional, em Praga, República Tcheca. Gustavo ganhou duas medalhas de bronze: por desempenho individual e em equipe. Na prova individual, os competidores precisavam responder questões em idiomas como o Quimbundo, falado na região de Angola, o Birom (Nigéria) e o Madak (Papua Nova Guiné). Nas provas em grupo, as equipes responderam questões sobre o idioma indonésio.

“Conhecer pessoas do mundo todo, poder estar em contato com diversas culturas, discutir coisas incríveis com pessoas de diversos países… Acredito que todas essas experiências me ajudaram a entender que o mundo é muito vasto. Existe muito mais do que vemos numa sala de aula durante algumas horas do dia”, afirma Gustavo, que também já participou das Olimpíadas de Física e Geografia.

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Agora, Gustavo se prepara para a OBL 2019, em São Carlos, São Paulo. O Instituto Vertere é um dos apoiadores da OBL e ajuda estudantes como Gustavo, com poucos recursos financeiros, a arcar com despesas de transporte (terrestre e aéreo), hospedagem e alimentação. Tanto para a fase nacional quanto para a fase internacional, que este ano será na Coreia do Sul.

“Pretendo sim participar da olimpíada em São Carlos, e adoraria ter a oportunidade de ir para a fase internacional.”

Por causa do cenário econômico, o Instituto não conseguiu patrocínio para custear as despesas dos estudantes. Por isso, criou uma vaquinha online no site Kickante para arrecadar fundos e levar os estudantes à fase nacional e internacional da competição da OBL. Clique aqui para apoiar os sonhos de Gustavo e de outros estudantes brilhantes.

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olimpíadas conhecimento transformam vida estudante escola públicacrédito da foto: Reprodução/Instituto Vertere

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