‘Depois do câncer eu vivi os melhores momentos da minha vida’

Você acredita que uma doença pode chacoalhar positivamente a vida de alguém? Faz 12 anos que Jussara convive com câncer metastático e para ela essa última década foi a melhor da vida dela.

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A Jussara descobriu que tinha câncer de mama aos 42 anos e, após todo o tratamento para se curar, ela descobriu que sua doença havia progredido para uma metástase.

Metástase é quando o câncer se espalha para outros órgãos além daquele que foi descoberto a doença. No caso dela, as células cancerosas já haviam se espalhado para o seu pulmão e seus ossos.

Esse período para a ex-funcionária pública foi muito difícil porque diferentemente de quando ela soube que tinha câncer de mama, dois anos antes, naquele momento ela sabia o que iria sofrer, além das sessões de quimioterapia e da perda de cabelo, uma vez que a metástase não tem cura e o tratamento é paliativo.

Mesmo com toda essa mudança em sua vida, a Jussara não deixou a peteca cair. Depois do diagnóstico, ela resolveu protagonizar a própria vida de uma forma não romantizada. “Não virei santa, nem uma nova pessoa. Continuo a mesma”, ela conta ao canal ter.a.pia.

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Histórias de ter.a.pia com jussara
Os melhores 12 anos da vida da Jussara foram vivendo com câncer metastático que não tem cura

O que mudou na vida da Jussara foram sua prioridades. Se antes ela não viajava por falta de dinheiro, após o câncer ela visitou mais de 10 países sem medo – e ganhando a mesma coisa! “Eu percebi que o tempo é muito curto e tive que tomar um ‘tapa na cara’ para aprender a viver”, diz.

E isso não quer dizer que ela não tenha passado pelo momento de luto, ela só preferiu conviver com a doença sob um olhar diferente. “Temos que entender que tem coisas que não dá pra mudar, mas podemos fazer da nossa vida melhor até o momento da nossa morte”, finaliza.

Atualmente, a história inspiradora da Jussara ajuda muitos outros pacientes de câncer (e não pacientes) a entenderem que ainda há muito o que viver, que não há tempo de ficar para baixo. Confira seu relato na sessão 40 do canal ter.a.pia:

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