Em busca de histórias de migrantes, artistas se oferecem para escrever cartas

O coletivo “Estopô Balaio” lançou um convite e 15 pessoas toparam: sessões gratuitas de escrita de cartas.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“Sente com a gente, conte uma história, tome um café e escreva uma carta. Nós enviaremos a qualquer lugar do mundo”, diz um dos escritores na estação Brás como relatou a Folha, que os acompahou por um dia.

Essas cartas fazem parte  do processo de pesquisa e criação de um novo projeto da companhia, chamado “nos trilhos abertos de um leste migrante”. A inspiração veio de  “As Veias Abertas da América Latina”, famoso livro de Eduardo Galeano.

A “Central do Brás” era o local perfeito para a trupe estender um trabalho que há oito meses era feito do lado de fora da estação Jardim Romano, lá circulam cerca de 600 mil usuários por dia.

O maior interesse do coletivo são as histórias de migrantes, tendo até quem escrevesse carta para a presidente Dilma, criticando o país, claro. Também pediram para visitar as instalações do Corinthians e, uma das mais comuns,  entrar em contato com programas de TV na busca por uma casa própria ou pelo reencontro com parentes distantes.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“Quando as cartas são destinadas à televisão, me sinto mais responsável, porque é como se a pessoa pedisse um milagre, e sei que provavelmente a maior parte delas não será lida. É como colocar um sonho na jaula dos leões”, afirma a atriz Ana Carolina Marinho, de 24 anos.

Independente do destinatário, todas as cartas são tratadas com seriedade e enviadas. Eles não querem apenas escutar, eles querem promover a troca, escrevendo textos mais poéticos que funcionais.

Um das histórias relatas pela Folha foi da haitiana Tamie Saint Cyr, 33, que deixou seu país após o terremoto de 2010. No dia, ela pegava o metrô com Maria Cecilia Grigio, 62, que acolheu Tamie e seu filho de quatro anos neste ano, para ir a um encontro de haitianos. Sua carta foi destinada ao seu pai, que permanece no país.

“Cada encontro é uma vida inteira”, afirma o artista Juão Nin, 26.

“É um movimento devagar, um convite para que você pare um momento, esteja aqui, e depois siga sua vida”, explica Ramilla Souza, fotógrafa da companhia.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

15325227 cartas_seu_vital

Fonte: Folha de S. Paulo

Quer ver a sua pauta no Razões? Clique aqui e seja um colaborador do maior site de boas notícias do Brasil.

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

MARCAS QUE NOS APOIAM



Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,102,320FãsCurtir
3,636,434SeguidoresSeguir
25,464SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Heroína reencontra coala que salvou de incêndio na Austrália

Toni Doherty reencontrou o coala e lhe deu comida na boca, depois de salvá-lo de um destino trágico! O quadro do animal é estável, mas inspira cuidados.

OMO homenageia líder comunitária que transforma a vida de crianças e jovens de bairro pobre no RJ

Ilma Rocha é a esperança de uma vida melhor para crianças, adolescentes e jovens da comunidade do Quitanda, no Rio de Janeiro.  Em 2006, Ilma...

Gata abre tupperware cheia de biscoitos e tasca mordida em cada um deles

Se tem uma coisa que Nellie gosta é comida – principalmente, biscoitos. Até hoje, três meses após ser adotada, a gata surpreende seus pais com...

Costureira distribui marmitas para familiares de pacientes que esperam em hospital em Curitiba

É comum ouvirmos voluntariados relatarem que a gratidão recebida ao ajudar ao próximo é a melhor recompensa. Para Andréa Martins, uma costureira que vive...

Com receio de câncer, Angelina Jolie faz cirurgia para retirar os seios

A atriz Angelina Jolie declarou que passou por uma dupla mastectomia preventiva, uma cirurgia para retirada dos seios. A revelação foi feita em um artigo...

Instagram