Após diagnóstico de autismo, empreendedor criou um dos maiores negócios de impacto social no país

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Empreendedor Fábio Procópio, que criou negócio social após diagnóstico de autismo e ao lado a logo da Gooders

Como criar um negócio que incentive a pessoa a fazer o bem e recompensá-la por isso? E como conseguir o apoio de empresas para garantir que a iniciativa efetivamente ajude alguém? 

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As respostas para essas perguntas só poderiam sair da cabeça de um empreendedor diferenciado. Fábio Procópio teve seu “momento eureka!” ao criar a Gooders, uma plataforma que recompensa pessoas que praticam o bem!

Fábio tem um grau leve de autismo, também chamado de Síndrome de Asperger. Após receber o diagnóstico, Fábio criou um dos maiores negócios de impacto social no país.

“Eu sempre tive algumas inquietações dentro de mim e, por vezes, eu não confiava no meu potencial, tinha muitas ideias, mas não acreditava em mim mesmo. Depois de entender o Asperger, eu fiquei cheio de confiança para apostar nas minhas ideias, aumentou minha autoestima”, disse.

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Fábio Procópio, CEO da Gooders. Foto: Arquivo pessoal

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No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de pessoas com autismo. Fábio revela que só recebeu o diagnóstico há seis anos.

“Eu era uma criança rebelde, sabia bastante, aprendia o conteúdo muito mais rápido do que os outros alunos na sala, mas não conseguia me concentrar, era inquieto”, relembra.

O diagnóstico precoce é importante para a pessoa que convive com a condição poder se (re)conhecer e, como estamos acostumados a ver, surpreender o mundo com talentos memoráveis! E sendo felizes fazendo isso, acima de tudo!

Quando eu soube que tinha Asperger, foi libertador porque então comecei a entender muito do que eu sofria internamente. Eu criei vários mecanismos para não desenvolver nenhuma estereotipia, para me enquadrar como alguém ‘normal’, um neurotípico, então eu entendi o porquê de tudo, e isso facilitou demais a minha vida”, avalia.

Modelo de negócio social inédito

Fábio Procópio sempre foi envolvido com a filantropia e pensava numa maneira das organizações sociais serem autossuficientes. 

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Muito antes dessa coisa de startup, eu já cogitava um negócio em escala global que pudesse atingir muitas pessoas”, relata.

Então, ele teve o “start” de criar um negócio que pudesse fomentar o voluntariado no país e estimular as pessoas a participar cada vez mais de ações sociais. 

Assim nascia a Gooders, uma plataforma onde voluntários e doadores se associam, participam de ações sociais e ganham uma moeda social chamada “Gooders” para trocar por recompensas em marcas parceiras. Todo mundo ganha!

Criança interagindo com plataforma criada pela Gooders, ferramenta que recompensa voluntariado.
A Gooders é um hub de ações sociais. Foto: Marketing/Gooders

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“Nunca foi problema pra mim a ideia de recompensar quem faz o bem. O importante é que a ação seja feita. As pessoas podem achar estranho atrelar a ação a uma retribuição, mas o pior é não fazer a ação, e por isso que eu coloquei em prática a Gooders”, disse. 

Entenda melhor como funciona clicando aqui.

A plataforma também oferece programas educacionais, com cursos que preparam para o empreendedorismo social. Olha o Fábio aí mostrando como funciona um dos cursos:

A Gooders chegou em Portugal no final do ano passado, provando que Fábio estava certo quando disse que faria algo em escala global. Iniciativas como a Gooders merecem ganhar o mundo, não é mesmo?! 

 

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