Empresa de tecnologia contrata grávida de 9 meses

Clique e ouça:

Em toda empresa, o principal requisito para a contratação de um profissional deveria ser sua competência. Mas, não é bem assim que as coisas funcionam na prática. A designer Marcela Caldeira, 35 anos, é uma exceção. Ela foi contratada grávida por uma empresa de tecnologia americana.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Muito perto de dar à luz, Marcela tem carteira assinada, direitos assegurados e seis meses de licença-maternidade. “Queria que minha experiência fosse algo rotineiro”, diz ela ao site Uai. Com nove meses de gestação, ela foi contratada pelo escritório da ThoughtWorks em Belo Horizonte.

Leia também: Aos 97 anos, mulher recebe diploma depois de ser expulsa da escola por gravidez em 1938

Felizmente, Marcela não é mais um número na estatística de demissões após a gravidez. Em 2017, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou um estudo feito com 247 mil mulheres dois anos após terem dado à luz. Metade delas estava desempregada 12 meses após o nascimento do bebê.

Marcela não estava desempregada antes de ir para a ThoughtWorks. Ela trabalhava em uma startup há três anos, mas sempre esteve atenta a novas ideias e tendências do mercado. Além do mais, a empresa de tecnologia é conhecida por se aliar a movimentos pró-diversidade – uma motivação a mais para mudar de emprego.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

No sétimo mês de gravidez, ela foi chamada para participar de um processo seletivo e em momento algum a condição foi um impeditivo para ficar com a vaga. “Estar grávida não foi um obstáculo. Eles deixaram claro que era a minha competência que estava sendo avaliada”, lembra.

Como designer de experiência, Marcela é responsável por entender o comportamento dos usuários e propor soluções a partir de um novo software, uma nova interface ou um novo dispositivo.

A designer concorda que a gravidez é entendida equivocadamente no mercado de trabalho e que a mulheres sofrem discriminação. Segundo ela, temos um paradoxo: enquanto a sociedade pressiona as mulheres para terem filhos, elas são excluídas do mercado de trabalho quando ficam grávidas.

“Quando se está grávida o medo de ser demitida é iminente. A gente se cobra para sermos igualmente valorizadas. Uma fase que deveria ser leve, vira um momento de provação”, afirma.

A mamãe de primeira viagem diz que vai descobrir o gênero do bebê apenas quando ele nascer – e pode ser a qualquer momento. Na verdade, Marcela não penso muito no gênero da criança. Ela quer que ele ou ela nasça saudável e cresça desassociado de estereótipos: “Só estamos esperando a Gaia ou o Gael querer nascer”.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

crédito da foto: Marcela Caldeira/Arquivo pessoal

Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,055,488FãsCurtir
2,191,217SeguidoresSeguir
18,132SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Garoto recebe ajuda de gamer profissional e sugere vender latinhas para retribuir

Essa semana muita gente se emocionou com a história do garoto Guilherme, um menino humilde que gosta de jogar um game chamado Free Fire,...

Adolescente recusa oferta de R$ 46 milhões por site sobre Covid-19

O que você faz quando tem 17 anos? Pensa em estudar, curtir a balada, se divertir. Mas, não o Avi Schiffmann. Ele construiu um...

Mãe que anunciou faxina por R$ 20 para alimentar filhos comove internautas e recebe R$ 53 mil em doações

A jovem mãe Liliane está desempregada e as faxinas foi o meio que encontrou pra não faltar comida em casa.

Vizinhos compram todos os picolés de idoso e arrecadam R$ 300 mil para ele

Os vizinhos de um senhorzinho compraram todos os seus picolés para que o idoso pudesse ir para casa e descansar. Esse ato de bondade vem...

Solidariedade! Pizzaria de SP recebe milhares de pedidos após ser furtada

André Murias e Gabriela Lins são casados e sócios da Pizzaria Malagueta, em Santos (SP). Eles foram vítimas de um assalto em abril e,...

Instagram

Empresa de tecnologia contrata grávida de 9 meses 13