Empresário tetraplégico abre “shopping virtual” dedicado para pessoas com deficiência

Foi a partir de sua casa, em plena pandemia, que o empresário Hamilton Oliveira, 33, começou um website, o Mercado Adaptado, que conecta vendedores e compradores de produtos para pessoas com deficiência.

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Em quarentena desde março do ano passado e evitando sair de casa, Hamilton, que é tetraplégico, conduz o negócio virtual sozinho na cama do quarto, adaptada com uma mesinha e uma almofada para que ele escreva no teclado usando o dedo polegar.

empresário tetraplégico abre shopping virtual para pessoas com deficiência

O negócio envolve fazer contato com centenas de lojistas, incluir produtos e fotos com descrições para deficientes visuais e cuidar da divulgação online, sobretudo nas redes sociais.

“Tenho cem itens na fila para adicionar no site”, afirmou ele, em entrevista à Folha.

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Desde o ano passado, Hamilton tem participado de diversos programas de aperfeiçoamento de ideias, inclusive o ‘JA É’ (Jornada de Apoio a Empreendedores), de uma aceleradora de negócios, onde aprendeu gestão financeira e investimento em startups – conceitos novos que ele nem fazia ideia até alguns meses atrás.

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O plano do empresário é ter números que comprovem que seu modelo de negócios vai prosperar, e assim levantar recursos com investidores para formar uma equipe que possa dividir o trabalho.

“Acordo às 6h e vou até às 22h. Para fazer tudo o que faço hoje. É cansativo, não vou conseguir manter esse ritmo para sempre”, diz Hamilton.

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Como tudo começou

A ideia do site surgiu após 9 anos de trabalho em seu blog, o ‘Casa Adaptada’, que começou como um diário de Hamilton sobre ajustes que ele fazia em seu lar para poder voltar a viver sozinho após o acidente de carro que limitou seus movimentos.

Haviam adaptações bem amplas, como instalar grandes portas de correr no banheiro para facilitar a passagem, espelhos inclinados para que ele possa se ver melhor e o posicionamento de um frigobar ao lado da cama no quarto.

O tempo foi passando e o site se expandiu, incluindo colaboradores e novos conteúdos, como notícias, quadrinhos e dicas de finanças pessoais. Mesmo assim, toda essa atividade não gerava lucro, conta.

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Novo negócio

Para mudar isso, veio a ideia de aproveitar os contatos que Hamilton fez durante esses anos de produção de conteúdo, que o levaram a acumular mais de 50 mil seguidores no Instagram, para fomentar um mercado que ele considera pouco agraciado.

Existem inúmeras empresas que vendem para pessoas com deficiência com pouquíssima visibilidade. Ao mesmo tempo, muitos compradores ainda tem dificuldade para conhecer produtos e comparar preços.

Compro muito do Mercado livre, da Amazon. Tudo meu é delivery. Queria ter um lugar nosso, feito pela gente e para a gente“, disse o empresário.

Hoje, o sustento e recursos para financiamento de seus projetos vêm de uma aposentadoria do Banco do Brasil, onde trabalhava como escrevente até sofrer o acidente que limitou seus movimentos há 11 anos.

As atividades pela internet complementam sua renda: Hamilton diz que já vendeu milhas aéreas, investiu em criptomoedas, revendeu cosméticos e até caiu em pirâmides financeiras.

A vida do tetra é muito custosa. Tem remédios, sonda, cuidadora, muito material. Só o salário não dá“, afirma. Oliveira diz que o Mercado Adaptado tem 30 lojas cadastradas, 8 delas já com seus produtos online. Nos próximos meses, ele busca expandir para muito mais!

Conheça o Mercado Adaptado clicando aqui.

Veja também:

Fonte: Folha
Fotos: Arquivo pessoal

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