Crianças de escola pública criam nome de nova espécie catalogada

Muita gente ainda insiste em dizer que os jovens e adolescentes não possuem tanto interesse em estudar e aprender, mas esta notícia vai te provar que as coisas não são bem assim. Em Florianópolis, Santa Catarina, um professor universitário se orgulha de dizer que alunos do terceiro ano fundamental de uma escola pública, a (EBM Adotiva Liberato Valentim) , foram responsáveis por dar o nome a uma nova espécie de animal catalogada.

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Luiz Carlos Pinho é professor na UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina e foi contactado pela escola para responder algumas dúvidas que estes alunos tinham. Impressionado com o grande interesse por parte dos alunos, que faziam perguntas como “Qual a rotina de um cientista na floresta?”, “As novas espécies evoluem de outras?”, “Como uma nova espécie é identificada pelos cientistas?”, ele teve a ideia de envolvê-los em uma das etapas do processo taxonômico, que é a definição dos organismos biológicos com base em suas características.

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A redação do Razões para Acreditar conversou com Luiz e ele nos disse que os dois principais pilares da universidade em que trabalha são o ensino e a pesquisa e que um dos objetivos dos cientistas é melhorar a interação com a comunidade: “A universidade tem a extensão como um de seus pilares, ao lado do ensino e pesquisa. É praticamente consenso entre nós cientistas que devemos melhorar a interação com a comunidade, seja por meio da divulgação científica de qualidade ou por meio de atividades conjuntas com a a população em geral. O tema Citizen Science (Ciência Cidadã) vem crescendo cada vez mais. Mas é muito pouco do discurso que se põe em prática, por razões diversas”.
Se Luiz teve um importante papel de incentivar os jovens a amarem a ciência, ele é modesto quanto a isso: “A atividade que aconteceu foi mais por iniciativa da escola, com seus alunos e professores, do que da universidade. Os alunos decidiram que queriam saber mais sobre a taxonomia animal, os professores foram atrás e me encontraram. O que coube a mim foi dar espaço para eles participarem de algo que estava fazendo sozinho. Fiquei motivado porque vi neles a curiosidade que se encontra nos taxonomistas profissionais, não podia deixar isso passar”.

Mas não pense que criar o nome de uma espécie é algo fácil, já que envolve vários processos cheio de regras. No final, o nome escolhido para a nova espécie que eles estavam estudando foi Aedokritus, que inclusive faz referência ao nome da escola. A iniciativa de Luiz Carlos fez tanto sucesso que eles até saíram em uma revista científica da área de biológicas, a Zootaxa.

Luiz Carlos incentiva a outros professores fazerem a mesma coisa, aproximando assim o universo científico dos jovens que serão ou poderão ser nossos futuros cientistas!

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Veja aqui embaixo a publicação de Luiz Carlos:

Foto: Luiz Carlos Pinho – Arquivo pessoal

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