Início SOCIAL Cidadania Escritório de advocacia grava leis para deficientes visuais e promove inclusão

Escritório de advocacia grava leis para deficientes visuais e promove inclusão

O escritório de advocacia Di Biasi, Parente & Associados lançou o projeto “Ledores Legais”. O objetivo é levar conhecimento sobre leis de Propriedade Intelectual para deficientes visuais.

Os profissionais do escritório irão gravar o áudio de leis e regulamentos ligados ao assunto. Uma iniciativa louvável, considerando que o Brasil tem uma população de 6,5 milhões de deficientes visuais, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

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“A ideia do projeto nasceu a partir de uma matéria jornalística que assisti em uma emissora de televisão sobre as dificuldades de acesso ao conhecimento especializado pelos deficientes visuais. Então, pensei em como poderíamos contribuir, de alguma forma, para promover, minimamente que fosse, esta inclusão”, contou a advogada Daniela Colla, idealizadora do “Ledores Legais”, ao Razões para Acreditar.

Rapidamente, o projeto foi abraçado pelos sócios fundadores do escritório, Paulo Parente e Gabriel Di Biasi. Colla explica o nome do projeto: “’Ledores’ porque, em geral, se dá esta denominação a quem lê para os deficientes visuais e ‘Legais’ porque realizamos a leitura da legislação”.

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Daniela Colla e os outros advogados do escritório gravam as leis no seu tempo livre

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O trabalho inclui a leitura das Leis de Propriedade Intelectual (Lei 9.279/96), Direitos Autorais (Lei 9.610/98), Software (Lei 9.609/98), Franquias (Lei 8.955/94), Inovação (Lei 10.973/2004), Cultivares (Lei 9.456/97) e de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). Todas elas serão disponibilizadas no site do escritório de advocacia até o fim deste mês.

“O processo de gravação acontece nos momentos de disponibilidade dos advogados. O que definiu a escolha das leis de Propriedade Intelectual foi o fato de trabalharmos com o assunto no nosso dia a dia. Já a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência não poderia faltar, porque promover a inclusão foi a grande motivação para a criação do projeto”, explica Colla.

“A atividade é uma forma compartilharmos algo que faz parte da nossa especialidade, permitindo que cada vez mais pessoas tenham acesso às leis e tenham conhecimento dos seus direitos”, acrescenta Paulo Parente, sócio do escritório”, acrescenta Paulo Parente, sócio fundador do escritório.

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crédito das fotos: Daniela Colla/Arquivo pessoal

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