Estilista quebra paradigmas e ensina crochê em penitenciária

Gustavo Silvestre é estilista e há 2 anos c0meçou a fazer trabalho voluntário, na penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos (SP). Lá, ele ensina crochê, rompendo todas as barreiras do preconceito.

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Ele diz que trabalhou com moda convencional por mais de 10 anos, mas chegou um momento em que começou a se questionar sobre o sistema de produção do mercado da moda e desde então, passou a fazer um verdadeiro resgate das tradições familiares, quando começou a aprender crochê, coisa que começou com a sua bisavó, que ele não chegou a conhecer.

Então ele começou a pesquisar sobre o slow fashion e a técnica do crochê e teve a brilhante ideia de montar um curso de crochê. Conversando com Lica Isak, uma das proprietárias do Novelaria, que é uma loja que oferece diversas oficinas de artes manuais, surgiu a ideia de montar um curso em uma penitenciária e assim surgiu o Projeto Ponto Firme e através dele, a cada 12 horas de curso, os detentos ganham uma remissão de um dia de pena.

Ele diz que mais de 150 detentos já fizeram o curso com ele e que suas aulas costumam ser livres, já que as pessoas que vivem em uma penitenciária já precisam obedecer regras o dia todo. Os participantes recebem o material completo para poderem fazer o curso e até mesmo certificado! E ele afirma que, no fim das contas, quem mais aprende é ele: “Eu digo que eu não ensino nada. Eu vou lá para aprender. Estou há dois anos aprendendo nesse curso. Estou ali como uma ferramenta, como um meio. O que eles me ensinam ali todos os dias que é o grande aprendizado”!

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Com informações de Catraca Livre

Fotos: Danilo Sorrino

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