Estudante mapeia prédios vazios e quer transformar em lar para pessoas que moram na rua

Todo mundo deveria ter o direito de possuir um lar para morar, não é mesmo? Mas, infelizmente a realidade não é essa, já que falta verba e políticas públicas que promovam o acesso à moradia. Foi pensando nisso que a estudante Adriana Sabadi desenvolveu um projeto especial como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da graduação em Arquitetura e Urbanismo, pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Adriana vive em Porto Alegre e sempre se chocou com a quantidade de edifícios abandonados, sem utilidade alguma e ao mesmo tempo, milhares de pessoas vivendo nas ruas sob péssimas condições. A alternativa proposta pela estudante é utilizar os prédios em desuso de Porto Alegre de forma criativa, criando um balanço entre residências e pontos comerciais.

Adriana contou com a ajuda de seu orientador, João Farias Rovati e juntos eles fizeram todo um mapeamento visual do centro histórico da cidade. Ao todo haviam 49 edifícios completamente vazios e começando a se deteriorar por causa do desuso e falta de manutenção. Alguns destes prédios só estavam sendo ocupados no andar térreo, por causa dos estabelecimentos comerciais, mas os outros andares, completamente abandonados.

Atualmente Porto Alegre vive uma crise de moradia, pois “existe muita gente sem casa e muita casa sem gente”, então a sua proposta é que esses edifícios vazios resolvam este problema e a questão da segurança, porque segundo ela, essas zonas que são pouco habitadas, acabam se tornando mais perigosas: “Através da razão entre habitação e comércio, verifica-se que estas zonas são justamente as que têm menos moradias. Ao cruzar estes dados com os dados relativos a edifícios em estado de abandono ou subutilizados, constata-se que parcela expressiva destas edificações está localizada nesta zona de habitação rarefeita”.

Quando questionada sobre a viabilidade de seu projeto, Adriana garante que é muito mais barato oferecer moradias em edifícios que já existem, apenas adaptando-os, do que fazer uma construção do início, mas: “O que não tem mesmo é interesse político e dos proprietários”. Ela ainda defende que esses prédios sejam usados como um misto de estabelecimento comercial e residencial, utilizando o térreo como espaços de coworking ou pequenas empresas, por exemplo.

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Para concluir seu projeto, Adriana se inspirou em casos como o de Loreni da Silva Alves, que vive nas ruas há mais de 30 anos, em barracas construídas por ele mesmo. Se existem tantas pessoas em situação de rua e em contrapartida, tantas casas vazias, por que não fazer o que parece mais óbvio? Agora é torcer para que o projeto saia do papel!

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Com informações de Sul 21

Fotos: Guilherme Santos

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