Estudantes goianos criam tijolo ecológico de baixo custo feito com cascalho e fibras vegetais

Três estudantes de uma escola pública de Amaralina (GO) desenvolveram tijolos ecológicos feitos com fibras vegetais e cascalho para construir uma casa em um assentamento na zona rural da cidade que ameaça ceder a qualquer momento.

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Muitos moradores do assentamento vivem em barracos feitos de lona e precisam de ajuda para reformar seus lares.

estudantes goiás criam tijolo ecológico de baixo custo

A partir dessa iniciativa, os jovens participam do Prêmio “Respostas para o Amanhã”, da Samsung, onde são os únicos de Goiás a chegarem à semifinal. Para concluir a construção da casa, eles precisam arrecadar R$ 25 mil – valor suficiente para levantar o alicerce, fazer as instalações hidráulicas e a parte elétrica da primeira moradia.

O professor George Fontenelle Costa, do Colégio Estadual Josino Silva, orienta os alunos há mais de três meses. Ele conta que o diferencial dos tijolos ecológicos é o material, já que eles são feitos de fibras de coco, bucha vegetal e cascalho – 100% sustentáveis.

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Os tijolos, que estão em fase de testes, não precisam ser queimados (como os convencionais) mas apenas prensados, onde já saem prontos para uso.

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“O objetivo do projeto é desenvolver um tijolo ecológico que seja viável para ser utilizado no assentamento e produzir uma prensa de material reciclável, viável e que tenha eficiência próxima às comerciais”, disse.

Nas últimas semanas, o professor vinha buscando um laboratório que acolhesse os estudantes para realizar os testes com os tijolos. Após muita procura, eles conseguiram parceria com uma empresa de Goiânia e, na última segunda-feira (20), se encontraram pessoalmente pela primeira vez (antes eles se viam apenas por videoconferência).

“Nesse encontro, a produção deles foi mais do que a produção de uma semana toda. Vamos ter que nos encontrar outras vezes, pois precisamos fazer oito análises em laboratórios. Nesta viagem que eles fizeram, fizemos quatro, temos que fazer mais quatro. Nós já conseguimos fazer o tijolo, mas precisamos aperfeiçoá-lo”, disse.

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Para Francielle Diemer, diretora do laboratório Contech, além de disponibilizar o local para a testagem do produto, a empresa também vai aprovar a qualidade para que as casas sejam construídas com segurança.

“A gente está ajustando a quantidade de água e a quantidade ideal de cimento, porque, pela normativa, a gente não pode passar de 10% de cimento, porque se não, ele não se encaixa no tijolo ecológico. Então, a gente vai ter que trabalhar dentro dessa porcentagem para cumprir com o objetivo, que é o uso do tijolo ecológico na construção das casas”, disse.

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Por meio de pesquisas de campo realizadas no assentamento rural de Amaralina, os estudantes descobriram que ao menos 150 famílias vivem em casas de lona. É uma realidade triste que precisa ser mudada. 😔

A aluna Caroline Alves dos Santos contou que essas moradias não são resistentes, principalmente em período de chuva, por isso, eles desejam ajudar a população.

“Muitas vezes, como o telhado não é resistente e nem as paredes, [as casas] acabam desmoronando no tempo da chuva e nós queremos mudar para uma vida melhor”, afirmou.

É um desafio e tanto, visto de perto pela professora Juliana Francisca Ramos Silva, que dá aula no colégio onde os meninos estudam.

Em entrevista ao G1, ela disse que viu de perto a dificuldade para tocar o projeto durante a pandemia. Apesar dos obstáculos ao longo do caminho, ela diz que a ação é gratificante, especialmente porque irá ajudar a comunidade.

“São muitos testes, muitas reuniões, fora as demandas das aulas que a gente não pode deixar parar. A falta de internet, que é muito precária e que nos prejudica muito lá também. Procurar uma solução que possa melhorar a qualidade de vida daquela comunidade é muito gratificante”, disse.

A gente sabe que se a gente conseguir, a gente vai conseguir mudar a vida da nossa comunidade”, disse o aluno Marciano Neto Marques Barreto.

Na próxima sexta-feira, 8 de outubro, a Samsung irá divulgar os 10 finalistas do Prêmio Respostas para o Amanhã. Já os três projetos vencedores serão conhecidos no dia 18 de novembro. Ao todo, foram 1.843 inscrições no prêmio neste ano em todo o país. O grupo que levar o 1º lugar ganha um smartphone, para cada aluno.

Veja também:

Fonte: Curta Mais
Fotos: Reprodução / TV Anhanguera

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