Estudantes realizam sonhos de pessoas com deficiência em Desfile de Moda Inclusiva

Em referência à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência (21 a 28 de agosto), a Mercur, em parceria com a Univates, promoveu na última segunda-feira, 22 de agosto, um Desfile de Moda Inclusiva. Para o evento, 17 estudantes do curso de Design de Moda tiveram como desafio, criar roupas pensando nas necessidades diárias e nos sonhos que 16 pessoas com deficiência possuem.

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Os 16 modelos do desfile representaram algumas associações e instituições, tais como: Apae de Lajeado, Apae de Estrela, Apae de Cruzeiro do Sul, Secretaria Municipal de Educação de Lajeado (SED), Secretaria Municipal de Educação de Estrela (SMED), Associação dos Deficientes Físicos de Lajeado (ADEFIL), Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEV), Associação dos deficientes auditivos de Lajeado (ASLA) e Clínica Escola de Fisioterapia da UNIVATES.

A ideia foi desenvolvida pela Mercur, por meio da rede colaborativa do projeto Diversidade na Rua, em parceria com a disciplina de Ergonomia Aplicada ao Design de Moda, da Univates. “Durante o workshop sobre deficiência física e beleza realizado na Mercur no ano passado, muitas pessoas, manifestaram o interesse em promover um Desfile de Moda Inclusiva. Unimos forças e transformamos a ideia em algo real, ajudando a despertar em todos os participantes um outro olhar sobre a moda e sobre a inclusão”, destaca Silda Santos, coordenadora do projeto Diversidade na Rua da Mercur.

A programação do evento iniciou com uma roda de conversa sobre Moda Inclusiva com Vitória Cuervo, estilista e dona da marca que leva seu nome; Bruna Rocha Silveira, autora do blog Esclerose Múltipla e Carlena Weber, Assistente Social, Suzana, uma modelo do desfile e Ereneide, uma aluna do curso de Design de Moda que desenvolveu uma peça. Na sequência foram realizadas apresentações de danças das Apaes de Teutônia, Lajeado e Estrela e terminou com o Desfile de Moda Inclusiva.

Jordane Erthal, de 19 anos e estudante do segundo semestre do curso de Moda, ficou muito feliz em participar do desfile, o primeiro da sua carreira. “Estou no começo da faculdade e o projeto foi fundamental para entender que uma roupa tem que ser muito mais confortável do que ter estilo”, destaca a estudante. Jordane confeccionou a peça para Carlos Alberto Von Mühlen, de 35 anos, que perdeu aos 21 anos todos os movimentos das pernas, em função de um acidente.

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“Quando me fizeram o convite para participar de um Desfile de Moda Inclusiva, fiquei receoso. Sou tímido e não gosto muito de tirar fotos. Porém, pensei um pouco mais e resolvi participar, pois penso que quanto mais mostrarmos as nossas necessidades e dificuldades para as pessoas, mais chances temos que isso possa se realizar. O que eu queria para este desfile é que tivesse uma roupa confortável, em que eu pudesse me sentir bem comigo mesmo”, conta Carlos.

A aluna e o modelo conversaram antes da produção da peça e Jordane percebeu que o desejo do Carlos era voltar a usar calça jeans, algo que não fazia mais por ser cadeirante, justamente porque o tecido não é confortável e fácil de vestir. E, foi a partir desse diálogo que iniciou-se a produção da peça.

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Larissa Trintin Pereira, de 24 anos, fez sua primeira participação em um evento de moda inclusiva e produziu um vestido de gala para Suzana das Graças Amaro, 31 anos e deficiente visual. “A ideia é que a Suzana relembrasse o momento que desfilou no Miss Brasil Deficiente. O vestido foi longo, na cor verde água, uma sugestão da própria modelo, que mesmo sem ver cores, prefere as cores claras, pois elas transmitem tranquilidade”, conta Larissa.

Nos encontros entre modelo e estilista, elas discutiram sobre a importância de as peças serem comercializadas com etiquetas em braile para os deficientes visuais terem mais autonomia na hora de escolher suas roupas, sabendo diretamente na peça suas cores, tamanhos, tipos de tecidos etc. “Gostei muito de ser uma das modelos do Desfile de Moda Inclusiva e do propósito do evento de incluir pessoas com e sem deficiência. Sou uma pessoa igual a qualquer outra, porém não enxergo, assim como tem outras pessoas que possuem outras dificuldades ou deficiências.

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O meu sonho era ter um vestido longo, mais social e que eu pudesse identificar ele. Por isso, a aluna que desenvolveu minha roupa, Larissa, fez ele com identificação em braile”, ressalta Suzana.

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