Estudo mostra o quanto estereótipos atrapalham a vida da mulher e atrasam a equidade de gênero

Enquanto ainda existem pessoas acreditando no famoso “mimimi feminista”, outros vão em busca de dados que comprovam as teorias. Recentemente saiu um estudo que mostra o quanto estereótipos atrapalham a vida da mulher e atrasam a equidade de gênero. Realizada com 9 mil pessoas de oito países, a pesquisa “The Unstereotyped Mindset” (Pensamento Livre de Estereótipos) revela fatos conservadores que ainda nos impedem de evoluir.

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Elaborado pela The Female Quotient (TQF) e a Unilever (que criou movimentos em prol da equidade, como o #Unstereotype), o estudo global tem o objetivo de entender em profundidade os desafios enfrentados pelas mulheres para que atinjam todo o seu potencial e possam se desenvolver economicamente. Os estereótipos de gênero, as convenções sociais e os vieses inconscientes são os principais obstáculos para acelerar o processo de igualdade entre homens e mulheres, que segundo o último Relatório de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, de outubro de 2016, podemos demorar até 170 anos para alcançar.

Com dados colhidos em países como Argentina, Brasil, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Quênia, Turquia e Reino Unido, a pesquisa focou em 50% homens, 50% mulheres, metade com idade entre 18 e 35 anos e a outra metade com mais de 35 anos. Entre os resultados conclusivos, é preciso repensar a divisão de trabalho doméstico, rever as atitudes no mundo dos negócios e revolucionar a comunicação de marcas e produtos.

Para se ter uma ideia da situação, a maior parte dos entrevistados, três em cada quatro, acham que a responsabilidade por promover uma mudança de atitude é dos líderes seniores. Já a propaganda tem um papel significativo para apontar transformações no comportamento: 70% dos entrevistados acreditam que o mundo seria melhor se as crianças de hoje não fossem expostas a estereótipos de gênero na publicidade.

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Confira abaixo algumas conclusões e comece a refletir sobre seu próprio pensamento:

Enquanto 47% das mulheres afirmam que a distribuição desigual das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos é um obstáculo para a equidade de gênero, apenas 36% dos homens concordam com isso;

61% acreditam que as mulheres se distraem com frequência por questões relacionadas à família/filhos. A porcentagem cai para 29% em relação aos homens;

72% acreditam que as mulheres são pouco representadas nos cargos de liderança devido ao “corporativismo masculino”;

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70% concordam que o mundo seria melhor se as crianças não fossem expostas a estereótipos de gênero (tanto femininos, quanto masculinos) em campanhas de marketing;

60% dos homens concordam que o retrato que a publicidade faz – tanto de homens como de mulheres – é baseado em estereótipos .

No Brasil:

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56% acreditam que as empresas promovem mulheres para cargos de liderança para transmitir a percepção de equidade;

58% das mulheres se sentem pressionadas a ignorar mal comportamentos dos homens em relação a elas;

56% concordam que convenções sociais – como a de que existem trabalhamos tradicionalmente femininos e que a mulher é responsável pelos cuidados com a casa e com a família – são as principais barreiras para o desenvolvimento econômico da mulher.

Anotou direitinho? Então vamos agir.

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