Ex-colegas de faculdade se unem para ajudar jornalista com depressão profunda que vive de favor

“Eu não esperava tamanha comoção por mim, pois muitos da turma eu não vejo há mais de 15 anos”. A jornalista Leandra Vianna foi surpreendida por uma onda de amor de ex-colegas de faculdade que aqueceu seu coração e o nosso também. 

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Leandra, de 36 anos, é da turma de 2003 da faculdade de Comunicação Social da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Após alguns reveses na vida, em pleno ano de pandemia do novo coronavírus, foi parar no fundo do poço. Caiu em depressão profunda, o que causou uma síndrome psicossomática, e vive acamada na casa de parentes, em São Gonçalo (RJ).

“Vivo de favor numa casa com mais cinco pessoas e sem nenhuma acessibilidade para alguém em reabilitação física. Perdi a minha casa que era alugada com tudo o que eu tinha dentro em São Paulo, em março de 2020”, lembra a jornalista. 

Leandra caiu em depressão após ser dispensada de seu último emprego, em ano de pandemia. Foto: Arquivo pessoal

Um conto de Natal

Faltando poucos dias para o Natal, a relações-públicas Simone Reboredo enviou a seguinte mensagem no grupo da turma no WhatsApp: “Pessoal, vi um comentário nas redes sociais com um pedido de ajuda, era da Leandra, que estudou com a gente. Ela está numa situação difícil”. 

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Imediatamente, todo mundo no grupo começou a pensar em maneiras de ajudar Leandra a sair da situação em que vive hoje. Para Simone, não foi nenhuma surpresa o pessoal se unir para amparar a colega.

“Eu sinceramente esperava que as pessoas se mobilizassem, porque nos conhecemos há muitos anos e que é um grupo que apoia e colabora. Em um mundo tão competitivo e pra muitos solitário, aquele grupo ali sempre foi pra mim um acalanto”, destacou.

Jornalista abriu mão de prêmio

Mensagem vai, mensagem vem, o grupo resolveu criar uma vaquinha virtual para ajudar Leandra a finalizar a casa, que o pai deixou para ela antes de morrer, e uma rifa também.

Em um único dia, todos os números da rifa se esgotaram. A ganhadora, a jornalista Alessandra Ribas, que não estudou junto com Leandra, mas soube da história por meio de um amigo em comum, abriu mão do prêmio para que outra rifa pudesse ser realizada. 

É até uma história interessante, porque eu tive dificuldade com o sistema. Eu precisei insistir, pois estava ‘bugando’, não consegui fazer no mesmo dia. Eu nem prestei atenção no prêmio. E é um prêmio muito legal, só que não era a minha intenção ganhar. Eu senti que deveria ser ‘canal’ pra dar continuidade àquele projeto”, conta.

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O prêmio era um final de semana em um hotel fazenda que pertence à família da jornalista Camila Dantas.

Último emprego foi o que motivou depressão

Leandra mudou do Rio pra São Paulo para trabalhar em uma agência na Vila Mariana. Porém, foi dispensada dois meses depois e sem aviso prévio. A jornalista ficou sem chão. Ela gastou tudo o que tinha e o que não tinha na mudança. E mesmo sabendo disso, a empresa não pensou duas vezes em dispensá-la.

jornalista escritório linkedin sorrindo
Jornalista luta para se recuperar e fazer o que mais ama. Foto: Arquivo pessoal

“Fiz muitas entrevistas, veio a pandemia e não consegui recolocação. Entrei em depressão, só pensava 24h em suicídio, comecei a ter sintomas físicos como gastrite, crises de asma, não me alimentava e precisei recorrer à família para voltar ao Rio. Quero me recuperar e voltar ao trabalho que eu amo, que é marketing digital.”

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Atendimento negado

Leandra faz fisioterapia três vezes por semana para voltar a andar. Toma antidepressivo e calmante. Após quatro meses de espera, conseguiu ser atendida por um psiquiatra do SUS, em casa. Porém, até o momento, teve uma única consulta. 

Felizmente, a mãe de uma amiga está atendendo Leandra de graça pela internet, pois também lhe foi negado o atendimento domiciliar de um psicólogo. 

Vaquinha online

A vaquinha é para dar a Leandra um lar digno. A casa que o pai deixou para ela antes de morrer está inacabada. Não tem portas, janelas, revestimentos, apenas tijolos. Mas a arrecadação também vai ajudar Leandra a pagar o valor da consulta social do fisioterapeuta (R$ 120/semana), comprar medicamentos, produtos de higiene, suplemento alimentar e seu tratamento para endometriose.

Casa inacabada que o pai de Leandra deixou para a jornalista antes de falecer. Foto: Arquivo pessoal

Toda ajuda que chegar será bem-vinda, mas Leandra já se sente profundamente grata a cada um que se sensibilizou com sua história. 

“Me emociono o tempo todo. Sou grata demais a cada dia que passa por cada boa pessoa que Deus tem colocado no meu caminho. Desde o Arcebispo aqui da minha cidade, que é um rapaz que estudou comigo no colégio e veio me dar suporte religioso, passando pela vendedora da loja de colchões, Célia, que me doou um colchão adequado para minha condição, a psicóloga, a cabeleireira que viu no Instagram e se ofereceu para restaurar meu cabelo, até quem doa o que pode na vaquinha, seja R$ 10, porque o intuito de ajudar e a empatia são os mesmos. Eu digo obrigada o dia inteiro!

Ah, demais essa corrente do bem, Leandra! Se você puder e quiser, apoie a vaquinha clicando aquiE continue acompanhando sua história no perfil @leandradonadasuahistoria.

Uma vida com vitiligo: O Akin passou do desespero de não entender o que estava acontecendo com sua pele a uma grande voz que leva conhecimento e visibilidade sobre a doença. Aperte o play e conheça sua história!

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