Ex-empregada doméstica que se formou em Direito com livros encontrados no lixo se torna Policial Militar e inspira outras mulheres

Toda mulher merece celebrar sua individualidade e originalidade.
Para isso, é fundamental que el
as tenham consciência de sua força e do seu poder. A autoestima e a identificação são as ferramentas que fazem com que as mulheres ocupem os lugares que sempre mereceram. E é por isso que o Razões Para Acreditar e o Quebrando o Tabu, em parceria com Dove e Refinery29, estão juntos nessa missão de ajudar as mulheres a verem ainda mais o que podem conquistar.

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Para oferecer essa experiência de beleza positiva a todas as mulheres e para incentivá-las a ver seu poder, contaremos histórias de mulheres e meninas que são exemplos inspiradores de como a construção da autoestima pode ajudar a nos dar a confiança necessária para atingirmos nosso pleno potencial. É uma ótima viagem pelo mundo feminino e empoderado, que constrói, quebra paradigmas e barreiras.

Andreia é uma dessas mulheres inspiradoras que conhecemos durante essa jornada.

A paixão de Andreia Tavares pelos livros de literatura certamente a inspiraram a criar o próprio enredo da sua vida, e é simplesmente uma história digna de um livro.

Antes empregada doméstica, Andreia estudou e leu bastante com os livros encontrados por seu esposo, que é gari, no lixo. Ela passou para faculdade de Direito, se formou e passou em dois concursos públicos para a Polícia Militar.

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A história começa lá atrás, quando ela saiu do Pará aos 15 anos em direção a Goiânia, com um filho recém-nascido e o companheiro, José Francisco. Sem dinheiro, eles passaram a morar num barracão que nem banheiro tinha.

José foi trabalhar de gari e Andreia de empregada doméstica. Os livros que ele encontrava no lixão, José trazia para casa e, à noite, depois de um dia inteiro de faxina, Andreia devorava os romances.

“Sempre gostei de ler, desde pequena. Como eu não tinha computador e nem acesso a internet eu lia livros, que meu esposo achava no lixo, que eu pegava emprestado na biblioteca da escola. Eu lia livros literários e viajava nas histórias e isso abria minha mente e me fazia querer aprender mais”, relembra.

Trabalhar de doméstica e viver num barracão, nunca foram motivo de desonra para a família, mas de motivação para lutar por suas conquistas. “Ao longo da minha jornada, alguns personagens não foram agradáveis. Já fui muito humilhada por ser muito pobre, desdenhada por ser uma empregada doméstica. Isso fazia com que crescesse ainda mais minha vontade de ser alguém”.

Depois de terminar o Ensino Médio, ela fez vestibular e conseguiu entrar para a faculdade de Direito em uma faculdade particular com 100% de bolsa. A faculdade feita com muito esforço foi concluída, depois ela passou na OAB e, em seguida, em dois concursos para a PM, onde hoje é aspirante a oficial.

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“A minha motivação sempre foi a vontade que eu tinha de mudar de vida, que era muito grande. A cada dia que levantava pra ir trabalhar de doméstica, eu dizia pra mim mesma que aquilo era temporário, queria fazer uma faculdade, dar orgulho para minha família”, disse.

Família vive hoje nova realidade após ascensão de Andreia. Foto: Arquivo pessoal

E ela deu muito orgulho sim para a família. Hoje, ela, o marido e o filho, com 16 anos, vivem uma vida relativamente tranquila, com casa própria, carro e moto na garagem, bem diferente da realidade de quando chegaram a Goiânia.

O seu esposo, o José Francisco, vai seguir o exemplo dela e voltar a estudar aos 37 anos de idade para concluir o Ensino Médio.

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Foto: Arquivo pessoal

Mulheres que inspiraram Andreia: “Mulheres independentes me inspiram”

E sabe onde é que ela buscava inspiração? Em outras mulheres. “Ser diferente de minhas patroas na verdade me inspirava e me motivava a continuar lutando para ser como elas. Eu trabalhei em poucas casas, mas em quase todas as minhas patroas eram mulheres inspiradoras. Eu queria ser como elas, independentes, estudadas”.

Ser policial militar é motivo de orgulho, mas ser empregada doméstico nunca foi motivo de vergonha, só que Andreia sabia que podia atuar numa outra profissão, e correu atrás.

“Com o tempo eu fui descobrindo que eu tenho muito mais a oferecer. Até porque as mulheres que admiro eu não as admiro só porque são bonitas, as admiro porque são bem sucedidas no que fazem, porque conseguiram reconhecimento, pela postura”, disse.

E essa questão de beleza e aparência também nunca foi um problema para ela. “A questão da aparência física é até natural você se sentir diferente, porque eu olhava e olho essas mulheres lindas e poderosas e só conseguia admirar. Eu incuti na mente que não preciso seguir padrões de beleza para me tornar uma mulher bonita”.

Andreia ajuda agora o esposo a acessar a faculdade. Foto: Arquivo pessoal

Hoje Andreia está numa corporação onde 90% dos servidores são homens. “A gente consegue quebrar um pouco esse estereótipo com muito trabalho, mostrando que também somos capazes. Mas pelo menos eu, tenho plena consciência de que não conseguiremos quebrar isso do dia pra noite, que é uma questão que ainda vai levar algum tempo. Porém reconheço que já conquistamos muitas coisas, já evoluímos demais”, avaliou.

Andreia, você nos inspira!

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