Ex-sem teto abre restaurante vegano e mata a fome de pessoas em situação de rua

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A história do ex-morador de rua Gabriel Guimarães é tão forte que é até difícil de acreditar. Mas Gabriel deu a volta por cima, abriu um restaurante vegano e hoje mata a fome de pessoas em situação de rua.

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Gabriel, que foi estuprado, que viu seus pais serem assassinados e um amigo morrer queimado, sabe como é “querer comer algo bom e não poder, querer se sentir parte da sociedade e não poder“, falou Gabriel.

Ele começou com um restaurante vegano fazendo entrega por delivery através de um aplicativo. No início ele vendia um prato por dia, depois dois e foi aumentando.

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Homem sorrindo de garfo e faca na mão com dois pratos de comida bem apresentáveis
Gabriel montou restaurante de pratos veganos. Foto: Arquivo pessoal

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Um dia ele viu pessoas em situação de rua sem ter o que comer, preparou um jantar para eles e, depois disso não parou mais.

“Da janela do meu apartamento eu vi eles lá. Fiz a quentinha e levei pra eles porque eu me preocupava, sei que é difícil conseguir doação e ainda mais na pandemia”, contou.

Depois Gabriel alugou uma loja e decidiu abrir o restaurante físico com a ajuda da namorada, Marília, e de uma amiga, a Rafaela. E logo no início ele já resolveu que iria doar uma quantidade de refeições por dia para cada pessoa em situação de rua.

Eu espalhei no bairro que se tivesse alguém que chegasse pedindo podia mandar para o meu restaurante que ele seria tratado bem“, disse.

 

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Pessoas em situação de rua podem entrar, escolher o que querem e clientes pagam para elas

E no Humus Gourmet não tem essa de entregar o que sobra para a pessoa que vive na rua não. A pessoa entra, escolhe o que quer, se tiver restrição alimentar pode pedir para retirar algum ingrediente e é servido como qualquer cliente.

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“É pra todo morador de rua que pedir, um espaço para ele sentar e comer. Meu público-alvo é aquela pessoa que se preocupa com o ser humano, então consigo botar o morador de rua no meu restaurante do lado de um cliente pagante”, disse.

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A procura foi crescendo e ele teve que pedir a ajuda dos clientes para manter o projeto. Os clientes passaram a pagar pela refeição das pessoas que vivem na rua. Essa aqui foi a primeira refeição que ele deu para um “morador de rua” pago por uma cliente:

Ex-sem teto abre restaurante vegano e mata a fome de pessoas em situação de rua 1
Print: Reprodução/Instagram @humusgourmet

“O Joaquim chegou e a gente chamou ele pra jantar com a gente. E ele disse: ‘Primeira vez que eu me sinto digno de estar sentado comendo com alguém’. Dignidade é uma coisa que na rua a gente não tem“, contou Gabriel.

Ele montou restaurante com R$ 712,00

Apesar de sair das ruas e de ter uma vida bem mais tranquila, os desafios e as dificuldades do jovem de 33 anos ainda são muitos. Para montar o Humus Gourmet, ele tinha apenas R$ 712,00 da rescisão contratual que ganhou ao ser despedido de um restaurante.

Gabriel montou o negócio por delivery, mas decidiu abrir a loja física por ter pouco retorno na plataforma. Agora ele tenta sustentar o empreendimento com as vendas feitas pelo Instagram.

O INÍCIO DE UM SONHO

Ex-morador de rua posando para foto na frente do seu restaurante em reforma
Foto: Arquivo pessoal

DEU TUDO CERTO

Ex-morador de rua em frente ao seu restaurante mostrando cardápio do dia
Foto: Arquivo pessoal

Depois da repercussão da sua história, muitas pessoas estão fazendo pedidos e financiando a compra de refeições para as pessoas em situação de rua para ajudar no empreendimento e também no projeto.

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Ajuda por conhecer os problemas da rua

O passado no Rio de Janeiro é o que o motiva a ajudar aos outros. A mãe era traficante num morro do Rio. Ela foi morta por policiais na frente de Gabriel e dos outros três irmãos, inclusive um recém-nascido.

Gabriel era o mais velho, com apenas 7 anos de idade. Eles ficaram durante três dias com o corpo da mãe dentro da casa sem saber o que fazer.

“Como minha mãe tinha me ensinado a fazer macarrão com salsicha, eu puxei o fogão para um quarto do lado e fiquei fazendo a comida para meus irmãos”, disse. Depois, o pai do recém-nascido, Renê, levou o garoto para casa e eles nunca mais tiveram contato com ele e os três mais velhos foram morar com uma avó.

A vó não teve condições de criá-los e eles foram para um orfanato, até que um dia o pai de Gabriel apareceu e disse que iria levá-lo com ele. “Apareceu um homem dizendo que era meu pai, eu tinha 11 para 12 anos. Fiquei muito feliz, chorava, abracei. E ele me tirou de lá”, contou. Mas a alegria tinha os dias contados.

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Gabriel foi morar com o pai, que tinha acabado de sair da cadeia e a madrasta. Depois de passar uma semana sendo maltratado pela madrasta, ele viu a mulher ordenar que traficantes matassem o seu pai na sua frente.

Era a segunda grande tragédia que ele presenciava. Foi assim que Gabriel acabou indo parar nas ruas.

“Ali começou minha jornada na rua! Na primeira noite, fui dormir num cantinho embaixo de uma ponte onde tinha muita gente, chegou um menino e eu fui estuprado. Ele disse que para eu estar naquele lugar, eu tinha que fazer aquilo”, contou.

Nome do projeto é uma homenagem ao grande amigo de Gabriel nas ruas

Foi nas ruas que Gabriel conheceu seu grande amigo, um rapaz a quem ele deu o nome de Fiel. “Foi ele que me ensinou tudo, onde era melhor dormir, onde pedir comida, tudo”, disse.

Mas essa amizade também terminou de forma trágica. Os dois passaram a usar drogas. “Um dia o Fiel estava todo molhado de loló e um menino jogou um cigarro. Ele queimou todo na minha frente”.

Três dias depois, o pai biológico da irmã de Gabriel, que já a havia adotado, encontrou o menino na rua e reconheceu. “Foi quando eu comecei a ter uma vida. Ele me abraçou me reconheceu, disse: ‘agora você é meu filho, vem que eu vou te tirar dessa situação’. Eu fiquei com medo, pensei que ia morrer, só acreditei quando vi minha irmã. Me senti seguro pela primeira vez na vida”, contou.

Homem de blusa amarela e boné azul com irmã de blusa preta e jaqueta marrom
Gabriel reencontrou e conviveu com sua irmã. Foto: Arquivo pessoal

Depois foram anos para se livrar das drogas até conhecer uma baiana que o ensinou a cozinhar em Ilha Grande (RJ). Em seguida foi morar em São Paulo e depois da demissão do restaurante decidiu abrir o seu próprio negócio onde mantém o projeto, que ele batizou de PF Fiel, em homenagem ao amigo.

Ex-morador de rua cozinhando em cozinha do seu restaurante
Gabriel montou cozinha arrojada de comida vegana. Foto: Arquivo pessoal

“Eu sempre sonhei que quando crescesse ia fazer comida gostosa pra todo mundo comer, todo mundo mesmo. Saber que é uma comida boa, que vai melhorar a imunidade daquela pessoa da rua e que vai dormir de barriguinha cheia é a minha realização”, finalizou.

Vamos ajudar o Gabriel manter o seu sonho e o seu projeto social. Clique aqui para contribuir!

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