Filha se emociona ao encontrar diário da mãe já falecida, com cartas dedicadas à ela

A Paula tinha 4 anos quando a mãe dela começou um diário em que dizia o quanto amava a filha e o irmão mais novo de Paula. Paula não sabia da existência do diário até o ano passado. Conheceu dez meses após a morte da mãe.

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Rita de Cassia era professora de História e Pedagoga. Dentro de casa, em Sombrio, Santa Catarina, Paula lembra que Rita não era uma mãe de beijar e abraçar os filhos para demonstrar carinho.

Minha mãe nunca foi cheia de carinho físico comigo, meu irmão e minha avó. Mas ela era meu porto seguro e sabia disso. É nosso maior exemplo de resiliência na vida. Sempre deu muito duro pra sustentar a gente junto com minha avó. Trabalhava de manhã, à tarde e à noite como professora, desde os 20 anos”, diz a filha orgulhosa.

mãe e filha soprando vela aniversário
Rita e Paulinha soprando velhinha no seu aniversário de 4 anos. Foto: Arquivo pessoal

Encontro com o diário

Paula demorou um tempo para mexer nas coisas de Rita. Ela e avó, dona Dercy, não tinham coragem. No dia 19 de agosto deste ano, Paula encontrou o diário da mãe.

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“Nunca soube da existência desse diário. Tinha um roupeiro que não mexíamos desde que ela morreu. Fomos limpar e acabei achando o diário. Ela escrevia pra mim e para o meu irmão. Eu tinha 4 anos e ele ainda estava na barriga.

mulher grávida jardim
Foto: Arquivo pessoal

A primeira data do diário é 24 de agosto de 1996 e a última, 16 de novembro de 1997. Olha só:

folha diário escrito mãe filha infância
Foto: Arquivo pessoal

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folha diário escrito mãe filha infância
Foto: Arquivo pessoal

Douglas, irmão mais novo de Paula, estava na barriga de Rita quando ela escreveu:

página diário mãe escreveu filha
Foto: Arquivo pessoal

O diário estava no meio de alguns livros, e poderia ser apenas mais um livro de História que Rita usava nas suas aulas. E na verdade era: a história do amor de uma mãe que não que não é tanto físico: é escrito, mas continua sendo amor de mãe do mesmo jeito.

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“O amor dela vinha num lanche diferente que a gente pedia, em bilhetinhos pelo quarto, num chocolate que ela trazia na volta do trabalho. Nas mil mensagens durante o dia, querendo saber onde e como nós estávamos. No olhar. No querer proteger a gente sempre. Eu não tenho dúvida do amor dela por nós.”

professora pátio escola
Rita não gostava de tirar fotos, mas essa ela deixou escapar. Foto: Arquivo pessoal

Paula, que hoje tem 28 anos, perdeu a mãe em outubro 2019 para um câncer metastático que começou no colo do útero. Rita fez a cirurgia de retirada do útero e um mês depois morreu.

selfie mulher loira olhos verdes
Achei Paula super parecida com a Rita, que acha? Foto: Arquivo pessoal

“O coração às vezes parece que vai explodir de saudade. Mas eu tenho certeza que ela está mandando força pra nós continuarmos. Porque se tem uma palavra que pode descrever a minha mãe, é força!”, afirma Paula.

Veja mais algumas anotações do diário de Rita:

folha diário escrito mãe filha infância
“Desde o dia em que você nasceu meu coração brilhou e desde o primeiro brilho nunca mais escureceu”. Foto: Arquivo pessoal

folha diário escrito mãe filha infância
Foto: Arquivo pessoal

folha diário escrito mãe filha infância
Amor de mãe é mesmo o bem mais precioso que temos. Foto: Arquivo pessoal

Que história, gente, é muita emoção pra pouco lencinho!

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