Filha descobre mudança de mãe trans e tem a melhor reação com sua nova aparência

Rachel Doese nasceu homem. Ela descobriu que era transexual com 6 anos, mas só iniciou a transição aos 28. Nesta idade, já era pai da pequena Raelee. E quando achou que explicar para a filha toda esta mudança de figura seria algo difícil, a garotinha a surpreendeu.

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Rachel conta que Raelee a chama de linda todos os dias e isso é mais que uma motivação para nunca desistir ou querer mudar sua condição.

Rachel
Rachel decidiu fazer a transição aos 28 anos. Foto: MDWfeatures / @livingmylife383

Disforia de gênero

Mesmo sabendo tão novinha que era transgênero, Rachel conta que resolveu seguir com a figura masculina. Crescer com disforia de gênero (incômodo causado pela desconformidade entre os traços sexuais do nascimento e a identidade de gênero) não foi fácil e a fez experimentar sentimentos muito negativos. Mas, para ela, a ideia de não se identificar com o próprio gênero era um tabu.

“Crescer com disforia de gênero realmente atrapalhou minha infância — eu não me encaixava com os meninos e não me encaixava com as meninas e a ansiedade e a depressão obscureciam uma grande parte da minha vida.”

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Em 2011, Rachel conheceu Lindsey Doese-Jaggers e as duas se casaram, o que a deixou bastante animada, pois sentiu que isso preencheria o vazio que sempre existiu. “Quando conheci Lyndsey, fiquei animado para me casar, pois senti que era o próximo passo na minha vida e iria preencher o vazio que sempre senti. Lindsey engravidou em setembro de 2016 e deu à luz a nossa filha, Raelee. Fiquei totalmente extasiado, pois sempre quis ter um filho meu. Embora, houvesse uma boa dose de ciúme, eu estava com inveja de quão próxima Lindsey foi capaz de ser de Raelee durante a gravidez”, lembra.

Rachel e Raelee
Foto: reprodução AW Journal

Aceitação e amor

O casal se separou em 2019 e, logo depois, Rachel iniciou sua transição. “Eu disse à Lindsey dois meses depois de nos separarmos e, embora ela tenha resistido no início, se tornou uma ótima amiga e grande aliada.”

início da transição de Rachel
Início da transição de Rachel. Foto: reprodução AW Journal

Na época, Raelee tinha apenas 1 ano e não entendia muito bem a mudança do pai. Ela sempre perguntava por que o via de maquiagem e com roupas de mulher. “Minha filha é a melhor. Ela é a criança mais receptiva que eu já conheci e está sempre lá para me dar um grande abraço e me dizer que está aqui para mim — estou maravilhada com o quão verdadeiramente aberta uma criança de três anos pode ser. Todos os dias ela diz: ‘Eu te amo e você está linda’ — eu não acho que teria forças para ser ‘meu eu autêntico’ sem ela. Ela ainda se refere a mim como ‘pai’ e tudo bem. Eu a respeito e deixo que ela escolha como me chamar”, conta Rachel.

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Rachel e Raylee
Rachel está mais feliz e sente que é uma mãe melhor. Foto: MDWfeatures

Hoje, Rachel diz ser muito mais feliz e completa. “Antes da minha transição, eu estava deprimida, ansiosa e nunca feliz — estava incompleta. Agora, estou mais feliz do que nunca, um pai melhor e um empresário mais bem-sucedido — finalmente inteiro. Os tempos estão mudando e estou em uma área muito conservadora dos Estados Unidos, onde as pessoas trans são raras; ainda assim, estive fora por dois anos e nunca senti um pingo de ódio em minha direção. Nunca é tarde demais para a felicidade e a saúde mental são tão importantes. Se eu posso fazer isso, qualquer um pode”, finalizou.

Fonte: Revista Crescer

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