Para atender a filha, portadora de necessidades especiais, ele mobilizou outros pais e fundou uma cooperativa

Quando Fabiana, sua filha, ficou sem escola, Aldo Brito, de 90 anos, fundou a Coepad, que oferece capacitação e atividades esportivas e sociais a pessoas com deficiência intelectual.

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“Em 1998, o colégio onde estudava minha filha Fabiana, então com 18 anos, nos informou de que a classe dela seria extinta, pois só atenderiam alunos especiais menores de idade. Eu e os outros pais de jovens com deficiência intelectual que perderiam a vaga na sala de aula ficamos muito preocupados. Estar ali era importante para nossos filhos se sentirem incluídos e valorizados e também para se prepararem para o mercado de trabalho.

Propus que nos reuníssemos com o objetivo de buscar soluções e, desses encontros, surgiu a ideia de montarmos uma cooperativa em que esses jovens participariam de oficinas de produção de diversos itens. Conseguimos a doação de um espaço de 150 metros quadrados da Fundação Vidal Ramos, uma entidade filantrópica, buscamos orientação para estruturar tudo e elaborar o estatuto e, no final de 1999, fundamos a Coepad, Cooperativa Social de Pais, Amigos e Portadores de Deficiência.

“Ter uma ocupação faz com que as pessoas com deficiência se sintam valorizadas.”

Decidimos nos focar na produção de papel artesanal. Aos poucos, esse papel passou a ser utilizado na confecção de blocos, cadernos, caixas, envelopes. Agora, são mais de quarenta itens diferentes, além de sacolas ecológicas, cuja venda ajuda a manter a cooperativa.

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Com o auxílio de parceiros, colaboradores e voluntários, nossos cinquenta cooperados encontram ocupação e têm a oportunidade de participar de atividades esportivas e sociais. Eu me sinto muito satisfeito por ver que minha filha é feliz na cooperativa, e estou certo de que os outros pais compartilham do mesmo sentimento.”

Texto: Romy Aikawa
Foto: Caio Cezar
Conteúdo extraído da reportagem “Estamos juntos!”, publicada originalmente na Sorria #72, em março de 2020.

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