Nasce primeiro filhote de onça-pintada fruto de inseminação artificial no mundo

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Nasce primeiro filhote de onça-pintada fruto de inseminação artificial no mundo

Pesquisadores da Faculdade de Veterinária (Favet) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em parceria com cientistas da Associação Mata Ciliar e do Zoológico de Cincinnati, em Ohio (EUA), anunciaram o nascimento do primeiro filhote de onça-pintada do mundo, fruto de inseminação artificial.

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Segundo Regina Célia Rodrigues da Paz, professora e pesquisadora da UFMT,  “O nascimento do filhote é um marco importante e revigora a possibilidade de usar a reprodução assistida como uma ferramenta conservacionista”.

A inseminação foi possível graças ao desenvolvimento de um procedimento que sincroniza o cio do animal aos chamados hormônios exógenos, importante no processo de reprodução. Também foram adotadas técnicas de inseminação por videolaparoscopia e um monitoramento não-invasivo da fecundação.

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“A coleta de sêmen e a Inseminação Artificial podem ser usadas para propagar pares geneticamente valiosos que não podem se reproduzir naturalmente devido a problemas comportamentais ou deficiência física. Essa abordagem também pode promover a conectividade entre felídeos que vivem em zoológico e na natureza, possivelmente revigorando a diversidade genética de ambas as populações”, explica a pesquisadora.

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Nasce primeiro filhote de onça-pintada fruto de inseminação artificial no mundo
Processo de inseminação da onça-pintada, em Jundiaí (SP). Foto: Associação Mata Ciliar / Facebook

“Após a inseminação com sêmen fresco, a fêmea pariu um único filhote saudável após 104 dias de gestação. Monitoramento remoto por vídeo mostrou cuidados maternos adequados nos primeiros dias após o nascimento. Infelizmente, o filhote foi morto pela mãe dois dias após o nascimento, o que não é incomum para carnívoros mantidos em cativeiro”, conclui.

Entre os cientistas responsáveis pelo feito estão Cristina Adania, Priscila Yanai e Jéssica Paulino, da Associação Mata Ciliar, Bill Swanson e Lindsey Vansandt, do Zoológico de Cincinnati.

De acordo com uma nota divulgada pela Universidade Federal de Mato Grosso, graças à caça ilegal e à supressão de habitats naturais, o número de onças-pintadas foi reduzido substancialmente no Brasil.

Hoje a espécie Panthera onca é classificada pela comunidade científica como “quase ameaçada [de extinção]”, com uma tendência de queda na população na América Latina.

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Fonte: Mato Grosso +

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