Fisioterapeuta deixa UTI para virar florista: “Nunca mais parei de florir”

A mais bela estação do ano chegou. A Primavera vem florida de botas notícias e uma delas é que Razões para Acreditar e Lancôme se uniram para divulgar os floristas que enchem nossos dias de cor, vida e aromas.

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Foi há 7 anos que Arajany Coelho decidiu que queria mudar de profissão e deixar a UTI onde trabalhava como fisioterapeuta pediátrica. A idéia de se tornar florista veio depois de um curso de arte floral e assim nasceu a Nega Fulô. “Nunca mais parei de florir”, conta.

Arajany trabalha fazendo decoração floral em eventos. “A proposta é fazer arranjos personalizados e fora do convencional. Orgânicos, leves e alegres, com a cara do cliente. Busco saber da personalidade de quem vai receber, além dos gostos, para entregar algo único, que possa tocá-lo de alguma forma”, disse.

E isso faz toda a diferença, né? Até porque as flores provocam sensações muito diferentes em cada pessoa. Ela própria vivencia isso. “Rosas vermelhas me ligam à minha mãe, que amava essa flor e essa cor e todas as histórias que tive ao lado dela e também me remetem à espiritualidade”, relembra.

Mulher negra arrumando flores
Arajany cria arranjos lindos inspirados na própria vivência. Foto: Arquivo pessoal

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E ela tenta reproduzir estas inspirações nas criações dos arranjos. “Me encho dos melhores sentimentos, boto uma boa música, encontro um ambiente calmo e crio. Tem amor, tem criatividade, tem lembrança de pessoas e lugares queridos, tem um pouco de tudo o que é bom e bonito”, disse.

Mulher negra arrumando flores
Arajany cria arranjos com o máximo de amor. Foto: Arquivo pessoal

Na pandemia, ela passou a fazer arranjos não somente para momentos especiais, mas para o dia a dia das pessoas. E muitas passaram a presentear os amigos e familiares com as flores.

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“As pessoas que não tinham plantas e flores em casa passaram a buscar algo que preenchesse suas casas com vida e que pudessem cuidar, mas também receber algo em troca. Elas preenchem o ambiente, renovam e melhoram o ar e tornam tudo mais bonito. Fora que a sensação de cuidar de um ser vivo e vê-lo crescer e florescer, não tem preço”, falou.

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Nega Fulô tem significado especial

O nome lindíssimo para o negócio ela escolheu para marcar ainda mais também a sua identidade negra. “O fato de ser também a dona da empresa, ainda que pequena, gera surpresa. Ainda gera bastante estranheza mulheres pretas ocupando lugares de chefia”, disse.

Mulher negra com laço de flor no cabelo
Florista mostra sua cor entre as flores. Foto: Arquivo pessoal

E essa bandeira não está apenas no nome do empreendimento. “Eu coloco um pedacinho de mim! E nesse pedaço tem coisa à beça! Minhas experiências, inspirações, minha personalidade, minha espiritualidade, minha alegria, minha luta…”, conta.

Mulher negra atrás de plantas
Arajany não esconde sua cor e sua raça. Foto: Arquivo pessoal

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Leia também: Em meio a pandemia, casal se reinventa e cria floricultura-padaria: ”para as pessoas sorrirem mais”

Através do seu trabalho, ela também conscientiza as pessoas sobre as lutas pela igualdade racial. “Gosto de deixar cada cliente ciente do quanto a compra dele colaborou para a resistência de uma microempreendedora preta. Aí é mais felicidade ainda!”, disse.

Mulher negra sorrindo por trás de flores
Foto: Arquivo pessoal

Arajany, continue florindo!

Esse conteúdo é uma colaboração entre Lancôme e Razões para Acreditar. Para ler outras histórias de floriculturas que compartilham a felicidade, clique aqui.

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