Folha de bananeira substitui plástico em mercearia de SP

Fundada em 1926, por um português, a Casa Santa Luzia é quase centenária. Tantos anos de existência não seriam possíveis se não fosse antenada às exigências do público. Exemplo disso, é a recente implantação de embalagens de folha de bananeira no setor de hortifrúti da loja.

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A folha de bananeira já foi bastante utilizada pela cultura indígena e caiçara, ou seja, não é exatamente uma novidade. Mas o mercado de embalagens no Brasil, para produzir em larga escala, sempre incentivou o uso de invólucros nada sustentáveis -, como os inúmeros plásticos que vemos diariamente nos supermercados. Recentemente, o CicloVivo publicou uma matéria sobre um supermercado na Tailândia que está testando a folha de bananeira como alternativa para evitar o uso excessivo de plásticos que embalam frutas e legumes. Confira abaixo:

 

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A natureza sempre tem as melhores soluções, não adianta querer competir… e elas são sempre as mais simples. 😂 . . Nossa torcida é que esta iniciativa inspire outras redes e produtores de hotifruti. 🙌🏻 MARQUEM ELES AQUI para que esta notícia se espalhe, o link para a matéria completa está na nossa bio. . . @CicloVivo 🌍💚 #PorUmMundoMelhor e com #MenosPlástico . . Crédito das fotos: Perfect Homes Chiangmai (Facebook)

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Foi após se deparar com a postagem, que viralizou nas redes sociais, que a Casa Santa Luzia se inspirou para implementar a solução. “Resistente, impermeável e flexível, ela também é biodegradável, ou seja, pode ser usada na compostagem ou, se descartada, irá se decompor naturalmente, de forma muito mais rápida em relação ao plástico”, salientou o empório ao compartilhar com seus clientes a novidade.

Da inspiração à implementação

Entrevistamos Ana Maria Lopes, diretora da Casa Santa Luzia, que nos contou que foram os próprios funcionários a chamarem atenção para a ideia. A parte bacana da história é que a loja foi atrás de um fornecedor para verificar a viabilidade de implantação e a aceitação dos clientes. “Este fornecedor foi muito receptivo com a ideia e rapidamente nos enviou uma amostra e, na mesma semana, efetuamos a primeira compra”, diz Ana Maria.

O resultado já pode ser visto na loja, localizada na capital paulistana, que até agora só recebeu elogios. “De imediato tivemos a aceitação do consumidor tornando possível manter o produto em linha”, conta Ana Maria.

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Um nicho a ser explorado

A princípio pode parecer que faz pouca diferença substituir plásticos por folhas de bananeira, diante de tantos outros agentes poluidores, mas vamos aos fatos: Um terço do lixo doméstico no Brasil é composto por embalagens. São inúmeros os materiais que são descartados diariamente após serem usados uma única vez. Imagine o impacto em um mês, em um ano, em um país com mais de 200 milhões de habitantes.

Que há um enorme ganho econômico nas embalagens atuais não há novidade. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), 38% dos ganhos da produção de embalagens veio do material plástico em 2017. Mas estamos em um momento da história que é preciso repensar o que parecia consolidado. Aliás, dar preferência a embalagens ecológicas não significa perda econômica. Segundo a diretora da Casa Santa Luzia, houve até um aumento na venda dos produtos e há planos de expandir a solução. “Existe abertura e negociação com outros fornecedores para futura expansão de mix de produtos”, conclui Ana Maria em entrevista ao CicloVivo.

Além dos números, nesta matéria falamos dos benefícios ambientais das folhas de bananeira.

Foto: Agência Twist/Entrevista: Mayra Rosa/Texto: Marcia Sousa

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Conteúdo do CicloVivo, site parceiro do Razões.

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