Paciente que nunca teve fotos ao lado do filho ganha book de voluntários


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Imagine você, ao sair da sala de parto, após ganhar o primeiro filho, descobrir um câncer e, com isso, ficar impossibilitada de conviver com a criança, carregá-la no colo, dar banho… ser mãe? Essa situação parece roteiro de filme ou novela, mas aconteceu na vida real com a vendedora Tatiana Ferreira dos Santos, 26 anos, moradora de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Por causa de um tumor de Ewing, que se forma nos ossos ou nos tecidos moles, diagnosticado após dar a luz ao pequeno Miguel, em 2017, a jovem ‘perdeu’ momentos preciosos dos dois primeiros anos de vida do menino. “Como tive que iniciar o tratamento, quase não ficava em casa, devido às inúmeras sessões de quimio e radioterapia. Portanto, não vivi aquela fase importante e gostosa da vida do bebê, na qual a mãe precisa dar atenção em tempo integral”, relembra.

Tatiana teve, inclusive, que interromper a amamentação após o terceiro mês de vida da criança, pois começou a tomar os remédios contra o câncer. A situação se agravou ainda mais quando a vendedora perdeu os movimentos do braço esquerdo, interrupção causada pelo fato do tumor estar localizado no osso.

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Tatiane nunca teve fotos ao lado do filho, por causa do câncer, agora ela tem

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Mas a pior consequência de todas essas privações foram os problemas emocionais que a nova mamãe começou a enfrentar, incluindo sintomas de depressão. Ao perceber essa situação, a equipe interdisciplinar do Cetus Oncologia, hospital especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem, no qual Tatiana trata o tumor, resolveu encaminhar a paciente para um acompanhamento psicológico. Foi neste momento que Santos passou a ter contato com Adriane Pedrosa, psico-oncologista do hospital-dia, que há nove meses desenvolve, na unidade de saúde, o projeto “Acolhendo a dor com amor”.

A iniciativa acolhe os pacientes para além dos cuidados clínicos. “Se ele [o paciente], precisa, por exemplo, de uma determinada medicação, mas não tem dinheiro para comprá-la, eu e os parceiros que participam comigo neste projeto, oferecemos ajuda financeira.  Também fazemos palestras de motivação e terapias holísticas”, explica acrescentando que a forma como se dará a ação vai depender da demanda do paciente. “Uma vez mapeada a carência [do paciente], tentaremos atendê-lo no que ele realmente precisa e, quem sabe, transformar aquilo que é sofrido e doloroso em amor”, afirma.

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Logo nas primeiras conversas que teve com Tatiana, a psico-oncologista percebeu a necessidade da paciente de ressignificar/resgatar a própria história de vida com o filho, perdida em decorrência do câncer. “Em seus relatos, ela [Tatiana] desabafou que, pelo fato do tratamento ter ‘roubado’ sua convivência com Miguel, nunca teve a oportunidade, por exemplo, de ser fotografada com o menino, uma lembrança comum para qualquer mulher que se torna mãe”, conta Pedrosa.

Sensibilizada com a situação, Adriane propôs à paciente que ela posasse para uma sessão de fotos acompanhada do bebê e do pai. “Contei com a ajuda de voluntários, entre eles a fotógrafa Sara Proença, que, inclusive, conseguiu a locação para a produção do book, [uma fazenda no bairro Homero Gil, em Betim]. Tive, também, o auxílio voluntário de uma maquiadora e de parceiros que doaram dinheiro para o álbum”, revela. O resultado dessa rede de amor e solidariedade foi um banner da família e um álbum com 30 fotos do trio.

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Para Adriane, a maior lição com esta iniciativa, aparentemente simples, mas de uma grandeza incalculável, é a possibilidade de fazer com que a paciente pudesse superar um trauma do passado e resgatar um momento tão precioso, em família. “O atendimento humanizado, assim como o clínico, é extremamente importante diante das incertezas geradas por um câncer. Não basta apenas o paciente seguir as recomendações médicas. É necessário que todos aqueles que estejam ao seu redor, possam enxergá-lo com profundidade, carinho e afeto. Muitas vezes ele tem fragilidades que não são resolvidas com quimio ou radioterapia”, destaca a psico-oncologista.

Após ter passado por 40 sessões de radioterapia, nos últimos dois anos, Tatiana atualmente aguarda o resultado de uma tomografia para verificar, junto a seu médico, se houve a redução ou eliminação do tumor. A única certeza que ela tem neste momento é a de ficar cada vez mais perto do pequeno Miguel. “Os contratempos dessa doença já tiraram bastante o tempo de convivência com meu filho. Quero ter forças suficientes para, a partir de agora, aproveitá-lo em cada segundo. Saber que ele existe é, sem dúvida, o principal motivo para me manter forte e perseverante no tratamento”, finaliza.

Veja mais fotos:

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Com informações da Assessoria

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