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Na França, Projeto de Lei inédito promete reduzir lixo eletrônico aumentando o reparo de aparelhos velhos; entenda

A França deu um passo decisivo para a diminuição dos impactos causados pelo lixo eletrônico no meio ambiente. A Assembleia Nacional aprovou, no ano passado, um Projeto de Lei que estabelece um índice de “reparabilidade” para eletrodomésticos e eletrônicos, visando aumentar a taxa de conserto dos aparelhos em 60% nos próximos cinco anos.

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A legislação entrou em vigor em janeiro deste ano, mas o que ela diz? As novas regras exigem que os fabricantes coloquem classificações em seus produtos, calculadas com base em cinco critérios:

  • Facilidade de conserto;
  • preços das peças de reposição;
  • disponibilidade de peças de reposição;
  • disponibilidade de documentação para conserto;
  • medida final que varia conforme o tipo de dispositivo.

celular tela quebrada
Foto: Pixabay

Os fabricantes que não cumprirem a medida depois do primeiro ano podem receber multas de até € 15 mil (R$ 103 mil). A partir de 2024, o projeto de lei ainda prevê um índice de durabilidade que levará em conta novos critérios, como confiabilidade e resistência do produto a impactos.

“Queremos limitar o consumo dos recursos naturais do mundo”, explica a deputada relatora da legislação, Véronique Ritton. “Todo mundo está preocupado. O objetivo é melhorar o mercado de consertos e espero que esse índice deixe o consumidor mais consciente em relação a esta crise ecológica”, afirma.

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Este é o primeiro esquema de classificação do tipo no mundo e, sim, planejado para ser replicado por outros países – alô, Brasil! Rs

Empresas precisam “correr”

Diante de um consumidor consciente de seu “direito de consertar”, as empresas precisam se adaptar ao índice de reparabilidade para não perder a sua fatia de mercado. Existe uma expectativa para que isso aconteça. Do lado do consumidor, deve haver uma maior busca por oficinas de conserto.

“O conserto não está no topo da lista de prioridades da indústria [eletrônica]”, comenta Maarten Depypere, engenheiro de políticas de reparos da iFixit Europe, empresa que produz avaliações de reparabilidade de produtos.

“Mas a França realmente levou os consumidores em consideração com essa lei. É uma solução muito equilibrada, que acho que vai gerar mais concorrência entre as empresas. Acredito que todos os países deveriam adotá-la”, conclui.

Fontes: G1 e BBC

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