Empresa descobre que funcionário é daltônico e faz ‘vaquinha’ para comprar óculos especial

Verde, vermelho, azul ou tons derivados dessas cores, são praticamente impossíveis de serem enxergadas por pessoas daltônicas. Normalmente, quando alguém é daltônico, isso é descoberto durante a infância, quando a criança precisa utilizar lápis de cor para fazer algum desenho ou atividade da escola.

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Mas, imagine como é descobrir depois de adulto que o cinza não é cinza ou que o marrom, na verdade, é vermelho. Foi isso que aconteceu com o Kelvin Afonso, desenvolvedor web da ABID – Agência Brasileira de Inteligência em Design, uma agência de design localizada no ABC Paulista.

“Certo dia estava indo almoçar com os colegas de trabalho, passou um carro na rua com uma cor inusitada, comentaram sobre a cor dele, eu acabei falando a que estava vendo e pelo jeito não era a certa. Então começaram a perguntar sobre a cor de outros carros e objetos, foram poucas que acertei. Logo em seguida fiz um teste online, onde descobri que sou daltônico”, conta Afonso.

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Para que ele possa enxergar as cores da forma que elas são, a ABID iniciou uma campanha chamada Code in Colors por meio de crowdfunding. A ação vai até o dia 11 de março e pretende arrecadar dinheiro para comprar o óculos que está em torno de R$1300 – e você pode ajudar aqui.

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Junior Vieira, diretor de criação da ABID, explica o porquê da iniciativa e como isso tem impactado a vida de todos da agência. “O Kelvin começou a trabalhar com a gente quando ele tinha uns 17 anos e hoje é o nosso principal programador. Por sermos designers, sabemos o quanto as cores são importantes e talvez ele não tenha noção disso. Cada um enxerga as coisas de uma maneira muito particular, mas imagine o mundo sem a cor das flores ou das árvores, por exemplo. Ficamos empolgados em ajuda-lo porque ele é uma pessoa muito especial para todos da ABID”, diz.

Afonso também acredita que cada indivíduo tem uma maneira singular de enxergar a realidade e está ansioso para ver as cores como a maioria das pessoas veem.  “Minha expectativa é que o óculos funcione como uma espécie de filtro, como o do editor de imagens, que trabalha na saturação das cores”, comenta.

Com a chegada do óculos, ele poderá enxergar, de fato, todas as cores que fazem parte do dia-a-dia da agência. “Quando ele conseguir ver as outras cores, tenho certeza que o Kelvin será uma pessoa muito mais feliz, ele ficou muito contente com a nossa iniciativa. A nossa agência é cheia de cor, desenhos, a fachada toda colorida, e quando isso começar a fazer parte da vida dele será transformador”, finaliza Vieira.

Quem quiser ajudar a realizar esse sonho pode contribuir aqui.

Crédito de foto: Divulgação / Com informações de assessoria

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