Gangues de motoqueiros fazem guarda das mesquitas atacadas na Nova Zelândia

As principais gangues de motoqueiros da Nova Zelândia prometeram fazer a guarda das mesquitas de Masjid Al Noor e de Linwood, em Christchurch, atacadas na última sexta-feira, 15.

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Dentre as gangues, constam a King Cobra, The Black Power e The Mongrel Mob. Os integrantes prometeram apoiar e proteger as comunidades muçulmanas de todo o país após o massacre que ceifou a vida de 50 pessoas, deixando outras 50 feridas – 20 ainda em estado grave.

O líder da gangue Mongrel Mob, Sonny Fatu, ofereceu-se para proteger a mesquita de Masjid Al Noor, na cidade de Hamilton.

Gangues de motoqueiros fazem guarda das mesquitas atacadas na Nova Zelândia
O líder da Mongrel Mob, Sonny Fatupaito. Foto: Dominico Zapata / Stuff

“Apoiaremos e ajudaremos nossos irmãos e irmãs muçulmanas por quanto tempo precisarem de nós”, disse Fatu à agência de notícias neozelandesa Stuff.

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Ele explicou que sua gangue decidiu intervir após receber diversas mensagens de membros da comunidade muçulmana receosos de fazerem suas tradicionais orações de sexta-feira.

Gangues de motoqueiros fazem guarda das mesquitas atacadas na Nova Zelândia
Os membros da gangue King Cobra foram recebidos calorosamente enquanto prestavam homenagem às vítimas da mesquita Al-Masjid Al-Jamie. Foto: Chris McKeen / Stuff

“A questão era se poderíamos fazer parte da rede de segurança montada [na mesquita] para que eles pudessem orar em paz e sem medo,” afirmou Fatu.

“Ficou claro que poderíamos ajudar, sem sombra de dúvidas e ainda vestidos de forma apropriada. Nós não estaremos armados. Estamos garantindo pacificamente [a formação de um] perímetro interno ao redor da mesquita, com outros membros da comunidade, para que os fiéis se sintam seguros e à vontade.”

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As gangues Black Power e Mongrel Mob formaram uma aliança para estabeleceram um perímetro em torno das mesquitas atacadas na semana passada. Foto: Dominico Zapata / Stuff

O Dr. Asad Mohsin, chefe da Associação Muçulmana de Waikato, na Ilha Norte da Nova Zelândia, disse que aprecia o apoio recebido de “diferentes setores da sociedade, com interesses e disposições diferentes”.

E acrescentou: “Tudo isso nos dá força para superar a dor que estamos enfrentando. Gostaríamos que eles entrassem na mesquita e orassem conosco. Eles tomam parte conosco como nós tomamos parte com eles.”

“O Islã é inclusivo, livre de julgamento – […] nós não vemos membros de gangues, vemos indivíduos. Nós os valorizamos como humanos e apreciamos que eles também nos valorizem”.

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Em uma entrevista ao portal NZ Herald, ele afirmou que “não há o que temer, não há medo. Eles não precisam ficar do lado de fora da mesquita, eles podem entrar e se assentar conosco, onde o sermão é ministrado.”

Os membros da gangue The King Cobra também prestaram homenagens aos membros da mesquita de Masjid Al Noor e de Linwood neste último sábado, 18.

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Gangues historicamente rivais, como a King Cobra e a Mongrel Mob se aliaram em prol de um bem maior. Foto: Dominico Zapata / Stuff

Outros segmentos da gangue Mongrel Mob também demonstraram seu apoio às mesquitas atacadas, incluindo a filial de Aotearoa, que prestou condolências pelas vítimas numa escola em Christchurch.

Até mesmo um do segmento da gangue na Austrália tem patrulhado uma mesquita em Sydney.

Gangues de motoqueiros fazem guarda das mesquitas atacadas na Nova Zelândia
Centenas de flores cobriam o cercado da mesquita Al-Masjid Al-Jamie, no dia seguinte após o atentado terrorista às mesquitas de Christchurch, que mataram 50 fiéis. Foto: Chris McKeen / Stuff

A Nova Zelândia vive o maior luto de sua história. A primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, afirmou que “esse tipo de violência não tem lugar aqui” e que fará uma ampla reforma na legislação de armas, a começar pelo banimento de armas semiautomáticas.

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Fonte de informações: Standard UK
Foto de capa: AFP/Getty Images

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