Gari que estudava com livros achados no lixo agora é doutor!

Dedicado à limpeza pública há mais de duas décadas, o gari Cícero Rodrigues Ferreira, 39 anos, encontrou no lixo uma oportunidade para mudar de vida.

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Desde a adolescência, Cícero, conhecido na cidade de Crato (CE) como Ferreirinha, costuma recolher livros descartados em sacolas plásticas e caixas de papelão para estudar.

No mês passado, seu esforço foi louvado com o diploma de doutorado em Teologia.

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Ferreirinha passou quatro anos dividindo a rotina entre o trabalho e a sala de aula, além de dar aulas como professor em instituições de ensino de Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu e Icó, municípios do sul cearense.

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A trajetória de vida de Cícero é motivo de orgulho para ele. Se diz ‘realizado’ e ‘feliz’ por inspirar outras pessoas.

A história da noiva que visitou a amiga 1 hora antes do seu casamento define o que é amizade.

Após 15 anos atuando na limpeza e recolha de lixo das ruas, o cearense foi promovido há seis anos e passou a cuidar da parte administrativa do setor, emitindo ofícios e memorandos, e fazendo registro de horas-extras. A promoção foi fruto dos seus estudos.

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Da infância ao diploma

Ferreirinha teve uma infância pobre ao lado dos quatro irmãos, vivendo em uma casa de apenas um cômodo no bairro Alto da Penha, em Crato. Seus pais não tiveram a oportunidade de estudar, mas sempre incentivaram os filhos para que estes tivessem uma vida melhor.

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Na adolescência, influenciado pelo reggae do cantor jamaicano Bob Marley, Ferreirinha aprendeu inglês autodidaticamente e começou a dar aula no ensino secundário. “Por ser muito fã, aprendi o idioma”, lembra.

O primeiro emprego com carteira assinada veio aos 18 anos, quando Cícero passou a atuar na coleta de lixo da cidade. O trabalho era puxado: 5h às 18 horas. À noite, arranjava forças para ir à escola. Concluiu o ensino médio.

Pouco depois, passou em um concurso para a função de gari, tomando a decisão de largar os estudos e se dedicar apenas ao trabalho.

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Há cinco anos, decidiu voltar a estudar, escolhendo o curso de Teologia (ele é evangélico). Foram três anos até a conquista do bacharelado. “Sempre gostei de Teologia Sistemática, que vai organizando os pensamentos” explica Ferreirinha.

Na Paraíba, um colega de profissão de Ferreirinha defendeu o TCC com a farda de trabalho.

Rumo ao doutorado

Em 2018, iniciou o mestrado em Teologia EaD (Ensino à Distância). Estudava cinco a seis horas por dia. Venceu as 18 disciplinas do curso e conquistou o diploma. Mais: assim como no inglês, aprendeu autodidaticamente o idioma grego.

“Isso nasceu da necessidade. O Novo Testamento foi escrito em grego, como também sou professor, tive que entender os escritos originais”, conta. Hoje, também compreende o hebraico.

Com essa bagagem toda, começou o doutorado, também à distância e se tornou doutor, com ênfase em Psicologia Pastoral. Cícero está apto a lecionar 16 disciplinas.

Perguntado sobre a trajetória de gari a doutor, Ferreirinha enfatiza: “Mas ainda me considero gari, com muito orgulho. Meu registro está como gari”.

Durante o Mês da Mulher, nós aqui do Razões junto com O Boticário contaremos histórias de mulheres que ajudam mulheres. Vamos falar sobre essa linda rede de apoio, para mostrar que #SomosFeitasDeTodas. Acesse as histórias aqui.

Fonte: Gazeta do Cariri/Fotos: Valdiana da Silva Rodrigues/Antonio Rodrigues

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