Garota com Síndrome do Encarceramento acorda após sua mãe tocar piano

Imagine a seguinte situação: após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) ou uma lesão cerebral traumática, você acorda num hospital com a consciência em perfeito estado, porém, sem conseguir mexer um único músculo do seu corpo. Tentar gritar ou deslocar o braço, a perna ou os dedos se mostra uma tarefa fracassada. Tudo que você consegue fazer é piscar e mexer os olhos: para cima, ou para baixo. Apenas isso.

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Conhecida como síndrome do encarceramento (ou síndrome do cativeiro), trata-se de uma condição rara causada por uma lesão bilateral (no cérebro) que paralisa os músculos do corpo, exceto os olhos e as pálpebras. Apesar da mobilidade perdida, a consciência e o sistema sensorial permanecem intactos e preservados.

Miranda Meldrum, uma prodigiosa cantora britânica de apenas 14 anos de idade foi vítima dessa síndrome. Miranda sofreu uma grave hemorragia cerebral com sério risco de vida em abril do ano passado. Depois de experimentar uma dor de cabeça severa, perda súbita da audição e paralisia de seus braços e pernas, Miranda foi levada às pressas para o Hospital Infantil de Bristol.

Após uma cirurgia de emergência, Miranda se tornou incapaz de movimentar qualquer músculo do seu corpo. Apesar de consciente, não podia controlar sequer a própria respiração. Ouvia e sentia tudo ao seu redor, mas não conseguia interagir com ninguém. Passou a ser prisioneira do próprio corpo, inábil para quaisquer atividades.

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No entanto, um ano depois do início da síndrome, algo incrível aconteceu. Ao ouvir sua mãe tocando piano ao lado de sua cama, Miranda acordou.

O prognóstico médico indicava apenas 5% de chance da adolescente “acordar” a longo prazo. A remota  possibilidade de melhora caiu por terra quando Miranda começou a cantar sua canção favorita ao som do piano tocado por sua mãe, Stella, 52 anos.

Garota com Síndrome do Encarceramento 'acorda' após sua mãe tocar piano

Agora ‘desencarcerada’ de seu próprio corpo, a garota lentamente reaprende a andar, falar e se mexer regularmente. A expectativa é de que retorne à escola no próximo mês, após passar 18 meses no hospital.

Sobre a experiência, Miranda disse: “A música tem sido um alguém que têm segurado minha mão o tempo todo, mantendo minha sanidade.”

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“Eu podia ver uma luz no final [do túnel], sabia que era temporário. Canalizava apenas pensamentos positivos, meu cérebro não me deixava pensar negativamente.”

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Também disse que “pensava na maior parte do tempo em tentar se mover”, e apesar dos sucessivos fracassos e frustrações, um dia finalmente conseguiu piscar os olhos e, finalmente, mover um músculo.

Enquanto esteve no hospital, entes queridos tocavam para Miranda algumas de suas canções preferidas, como “Wake Me Up Inside”, do Evanescence, enquanto seu pai, John, 54, tocava violão.

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Quando sua mãe começou a ler as cartas de parentes e amigos da filha, seus olhos começaram a piscar e suas mãos faziam pequenos movimentos.

O médico responsável por Miranda disse à Stella, sua mãe, que “algumas pessoas com a síndrome do encarceramento poderiam ficar trancafiadas por anos a fio, outras para sempre, e apesar disso, elas poderiam viver felizes e saudáveis a longo prazo”.

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“Miranda tinha 95% de chance de permanecer assim indefinidamente,” disse o médico.

“A única coisa que ela podia fazer era piscar e movimentar os olhos. Sabíamos que ela ainda estava lá, em algum lugar, então colocávamos músicas e DVDs para ela ouvir,” diz Stella.

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Depois de três meses imóvel, Miranda começou a mover os olhos e a piscar.

“Então Miranda passou a ser capaz de tocar os dedos no piano e agora aprendeu a linguagem de sinais”, diz sua mãe.

“Ela aprendeu a linguagem dos sinais muito rapidamente – simplesmente não consegui acompanhar.”

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Sobre o incidente

Depois de ser levada às pressas para o hospital, Stella e John, pai da menina, observaram 20 médicos e enfermeiros trabalhando para manter sua única filha viva.

“Em meus 25 anos trabalhando como médico, não vi nada assim. Haviam dezenas de profissionais engajados na cirurgia às 4 da manhã, todos vestidos e enluvados – a sala estava cheia,” conta o médico responsável.

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“Um cirurgião disse que precisávamos tirar um pedaço de crânio da cabeça dela; Miranda poderia morrer durante a operação, mas se não tivéssemos feito isso, certamente ela iria morrer”, disse ele.

“Eles retiraram um pedaço de osso da cabeça para que o sangue da hemorragia saísse.”

Antes do trauma hemorrágico, Miranda se destacava como uma promissora aluna de biologia, psicologia, teatro, artes e língua inglesa.

Miranda, que voltou a cantar novamente, dezoito meses após a cirurgia, disse: “As três coisas mais importantes para minha recuperação foram a música, meus gatos e meus amigos.”

“Ouvi música por toda parte e as fotos na parede do hospital dos meus gatos ajudaram muito. Meus amigos também me mandavam mensagens, o que me ajudava quando eu estava entediada.”

“Estou muito animada em finalmente poder voltar para a escola!”, diz Miranda.

Stella, que não pôde trabalhar por dois longos anos enquanto cuidava de Miranda, lançou uma campanha de angariação de fundos para pagar pelos equipamentos médicos especializados em sua casa.

Ela espera arrecadar 30 mil libras (R$ 150 mil) para comprar um andador para Miranda, pagar por sessões privadas de fisioterapia e converter o andar de baixo de sua casa em um ambiente mais propício e acessível para sua filha antes de ser liberada do hospital no próximo mês.

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Fonte: Daily Mail
Fotos: © Família Meldrum / SWNS.com

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