Garoto com nanismo ensina que deficiência não é motivo para tristeza e campanha une desconhecidos para ajudá-lo

A capacidade de enfrentar a vida com leveza deu a Gabriel Vidal, 12, novos amigos desde que sua história ficou conhecida através da tv e portais de notícia. Assim, sua sabedoria e simpatia ficaram ainda mais notáveis. No mês de setembro, uma campanha para ajudá-lo uniu pessoas de diversos lugares do país sensíveis à sua luta.

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Com 1,11 m – altura considerada de uma criança entre 5 e 6 anos – ele não consegue fazer todas as atividades que gostaria. Ainda bebê, foi diagnosticado com displasia metafisária, tipo Mckusick, considerada uma espécie de nanismo.

Ele é um garoto que está entrando na fase da adolescência e, apesar da personalidade independente, possui limitações decorrentes da deficiência física, como pernas tortas, desvio na lombar e dificuldade para caminhar.

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Foto: Instagram @alongajornadadegabriel

Através da campanha lançada em setembro, para custear seu tratamento, Gabriel ganhou mais do que o dinheiro pode proporcionar. “Além das contribuições financeiras, as pessoas têm enviado mensagens de apoio e carinho. Elogiam a forma e o jeito dele. Temos feito até amigos, pessoas que estabelecem conosco uma relação de carinho”, destaca a mãe de Gabriel, a advogada Manuela Vidal.

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Por causa do apoio que recebe da família, Gabriel entende que a deficiência não é motivo para infelicidade, apesar de o julgarem triste quando o veem pela primeira vez. “As pessoas quando passam na rua me olham com canto de olho, mesmo que não queiram mostrar, dá pra perceber as pessoas me olhando como se eu fosse um menino triste, um coitadinho, mas nada a ver isso”, relata Gabriel.

A longa jornada de Gabriel

Na escola, mesas, bebedouros e demais ambientes foram adaptados para o conforto de Gabriel, que estuda desde os dois anos de idade no mesmo colégio.

Contudo, é preciso fazer mais para oferecer a ele uma vida funcional, como explica a mãe: “Ele é tranquilo, entende as limitações, mas precisamos viabilizar uma forma que o deixe mais funcional, para que ele possa ir ao caixa eletrônico sozinho, pagar uma conta, alcançar prateleiras no mercado, fazer coisas que no cotidiano a gente não percebe as dificuldades que pessoas de baixa estatura passam”.

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Foto: Victor Lima

Por temer que o filho sofra quando ficar mais velho, sua mãe está vencendo a timidez mobilizando apoio para melhorar a qualidade de vida do seu filho caçula. Desde seu nascimento, Gabriel já fez duas cirurgias nas pernas e se prepara para a terceira. As interferências são necessárias para impedir outros problemas de saúde. “Ele tem que fazer uma cirurgia para a correção óssea, porque senão ele vai sentir muita dor, vai ficar deformado e a qualidade de vida dele vai cair muito”, explica a mãe.

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Hoje, a expectativa de altura máxima que os médicos deram para Gabriel é de 1,20m. Para isso, ele precisa fazer mais uma cirurgia com um especialista em alongamento ósseo. O tratamento envolve três etapas.

“Primeiro será feita a correção das alterações ósseas e alongamento ósseo do membro inferior esquerdo. Depois, a correção das alterações ósseas e alongamento ósseo do membro inferior direito. Por último, o alongamento ósseo dos membros superiores para o corpo ficar uniforme. Não dá para fazer uma correção sem a outra porque senão ele fica com um membro desproporcional e terá mais dificuldade de locomoção”, explica a mãe.

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Foto: Instagram @alongajornadadegabriel

O custo da cirurgia que trará melhoria na qualidade de vida do Gabriel está além do poder aquisitivo da família. Todo o processo é estimado em R$180 mil.  Para isso, uma campanha na internet foi lançada e já arrecadou mais de R$60 mil. No entanto, ainda é preciso o apoio de mais solidários diante do pouco tempo que falta até a cirurgia prevista para novembro deste ano.

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Interessados em colaborar com a campanha e ajudar Gabriel a crescer podem encontrar informações sobre a história deste pequeno notável no Instagram @alongajornadadegabriel. A vakinha para a cirurgia pode ser acessada clicando aqui.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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