Gata se recusa a sair do lado da sua dona idosa prestes a falecer

Todos nós ouvimos histórias de como os cachorros são leais, não é verdade? Mas alguns outros bichinhos também são igualmente devotos aos seus donos. É o caso de Trooper, uma gata que foi adotada quando tinha apenas duas semanas de vida por Alexis Hackney e sua família.

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A história começou assim: em 2014, a família adquiriu uma casa em Geórgia, nos Estados Unidos. Eles pretendiam reformá-la e vendê-la depois.

“Meu pai ouviu um miado no porão e decidiu investigar”, contou Alexis. E foi aí que encontraram a gatinha dentro de uma parede da casa.

“Minha mãe e minha irmã tiveram que arrumar uma marreta para partir a parede e a tirar de lá”, disse Alexis. “Ela tinha cerca de 2 semanas de vida e seus olhos mal estavam aberto”, completou.

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Eles não conseguiram encontrar a mãe de Trooper, então a levaram para sua casa em Tallahassee, Flórida, nos Estados Unidos, onde moravam com a avó de Alexis, Sarah Whaley.

“Minha avó morou conosco por 18 anos”, disse Alexis.  

“Ela se mudou para cá para cuidar de mim e de minhas irmãs quando éramos pequenas. Ela meio que ficou. Ela era definitivamente uma parte importante da nossa casa”, completou.

Além do amor pelos netos, ela adorava gatos. E não foi diferente com Trooper. A gatinha logo formou um vínculo estreito com Sarah.

“Minha avó a alimentava com a mamadeira e ficava sentada lá, conversando com ela e dizendo o quanto ela era fofa e doce”, disse Alexis.

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A gatinha também dormia junto com Sarah, em sua cama.

“Minha vó sempre teve problemas de saúde e, quando se sentia mal, Trooper estava ao seu lado para amenizar a dor”, conta Alexis.

No natal de 2017, Sarah, que já estava com 96 anos, começou a ficar cada vez mais doente. E Trooper pareceu perceber. A gatinha começou a dar batidinhas suaves com a cabeça em um dos joelhos da idosa.

“No começo achamos estranho, mas depois descobrimos que ela estava com uma infecção e precisou ser operada”, conta Alexis.

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“Trooper sabia o tempo todo e tentou nos avisar”, completou.

A saúde de Sarah começou a piorar e a família não imaginava que a conexão entre as duas fosse tão grande. Trooper permanecia ao lado de Sarah em todos os momentos, inclusive quando a idosa precisava tomar seus remédios.

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“Dava para ver que ela estava incomodada com a vovó naquele estado”, disse Alexis.

Quando Sarah não conseguia mais se levantar, Trooper começou a trazer presentes de toda a casa para sua amada dona.

“Ela nunca foi do tipo de gato que pegava brinquedos e os movia pela casa ou assim, mas quando minha avó deixou de poder se mover muito, ela trazia coisas para ela – o que ela encontrasse no chão”, disse Alexis.

A gatinha levava canudos, brinquedos de gatos, meias e bichinhos de pelúcia para Sarah.

“Quando ela começou a ficar cada vez mais doente e doente, ela aumentou a quantidade de coisas que trazia”, contou. Às vezes, Sarah tinha um ataque de pânico e Trooper se apressava a ir para o seu lado para consolá-la.

“Trooper corria, pulava na cama, começava a acariciá-la e ela se acalmava”, conta Alexis.

“Quando minha avó começou a chegar ao ponto em que ela não podia mais se comunicar, acho que ter Trooper lá  foi como um calmante para ela”, completou.

“Ela amava tanto a minha avó. Dava para ver pela maneira como ela olhava para ela”, acrescentou Alexis. “Ver toda essa dor em seus olhos, simplesmente partiu nosso coração.”

Nada tirava a gata de longe de Sarah.

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“Trooper estava sempre ao lado dela – sempre lá – e minha avó por vezes, acidentalmente, acertava nela ou a apertava com mais força e Trooper nunca reagia. Ela apenas pulava da cama, esperava que minha avó se acalmasse e voltava para a cama com ela.” acrescentou.

Em março de 2018, Sarah faleceu em casa, alguns dias antes de completar 97 anos e Alexis levou Trooper para vê-la.

“Eu a levei para ver o corpo. Queríamos que a gata entendesse o que havia acontecido. Mas ela pulou e foi se esconder embaixo da cama dos meus pais”, conta Alexis.

Depois do enterro, a gata passou por um luto pesado. “Ela se recusou a comer, ficava escondida o tempo todo e não queria brincar nem ser tocada ou acariciada”, diz a americana.

“Foi um caso sério de luto e depressão, uma coisa bem humana mesmo”, acredita Alexis. Quase cinco meses depois, Trooper está bem melhor, embora ela ainda entre no quarto de Whaley e deixe meias e outros objetos no chão. “Ela se tornou mais afetuosa com todos”, revela Alexis.

“Agora ela dorme conosco. Durante a madrugada, sabemos que ela faz uma espécie de ‘ronda’ para que possa ficar um pouco na cama de todo mundo”, diz.  Alexis recentemente compartilhou a história do vínculo de sua avó com a gata em uma página do Facebook chamada Cool Cats Group – e o post se tornou viral.

“Eu acho que os gatos têm uma reputação muito ruim. Algumas pessoas pensam que eles não nos amam”, disse.

“Então, quando eu vi Trooper tão dedicada e tão fiel à minha avó, quis realmente compartilhar isso, porque as pessoas não entendem que os gatos podem não ser como os cachorros, mas eles definitivamente têm emoção e têm sentimentos”.

Fotos: Alexis Hackney / Arquivo Pessoal

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