Jovem se solidariza com desconhecido no metrô de Porto Alegre e história viraliza na web


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O Walter Karwatzki publicou no seu Facebook um relato sobre um jovem que foi extremamente solidário com um desconhecido no metrô de Porto Alegre. O post teve mais de 70 mil curtidas e mais de 8 mil compartilhamentos. Podemos dizer com toda certeza que é um exemplo para todos nós de desapego a bens materiais e de ajuda ao próximo.

“Outra noite voltando de Novo Hamburgo, de metrô, este jovem me chamou a atenção por não estar usando uma roupa “quente”, pois a noite estava muito fria. Deu para notar um sotaque muito forte castelhano”, escreveu Walter.

O rapaz é de Pirapólis, cidade que fica a 97 km de Montevidéu, no Uruguai. “Eu quis saber se ele não estava com frio e ele respondeu que sim, mas tinha vindo de Florianópolis e não tinha trazido roupa de frio.”

Na Estação Unisinos, um jovem estudante que parecia estar retornando para casa sentou-se ao lado de Walter e do rapaz. “A mesma pergunta o “uruguaio” fez ao estudante. Não, obrigado, eu não uso pulseirinhas”, conta Walter.

A viagem continuou e, quando o estudante se levantou para desembarcar, ele perguntou ao rapaz se não estava com frio. Já de pé, o jovem deixou a mochila no chão e retirou o blusão que estava por cima da sua camisa para dar ao rapaz.

“Na estação Niterói o rapaz estudante desceu e eu e o jovem ficamos a nos olhar. Ele vestiu o blusão com cuidado e ficou me olhando, rindo e balançando a cabeça. Eu não sabia o que dizer.”

Walter ficou se perguntando quem são essas pessoas, ou melhor, anjos, desapegados a bens materiais. “O que faz um jovem agir assim com um semelhante, estranho?”

Ele não conseguiu fotografar o momento que o estudante dá sua blusa para o rapaz se proteger do frio. “Como eu já tinha, sabe-se lá por que, fotografado o jovem uruguaio de camiseta regata, deixei ele se vestir com o blusão que ganhou e o fotografei. Foi até bom eu não ter tentado fotografar o rapaz que deu o blusão, pois anjos não se fotografam”, finaliza.

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Leia o relato na íntegra:

“Outra noite voltando de Novo Hamburgo, de metrô, este jovem me chamou a atenção por não estar usando uma roupa “quente”, pois a noite estava muito fria. Ele me perguntou se eu gostaria de comprar umas pulseirinhas que ele fazia e eu disse que não. Deu para notar um sotaque muito forte castelhano. Eu perguntei de onde ele era ele respondeu: Pirapólis, Uruguai. Eu disse que conhecia e ele fez uma cara engraçada de espanto. Eu quis saber se ele não estava com frio ele respondeu que sim, mas tinha vindo de Florianópolis e não tinha trazido roupa de frio. Na estação Unisinos entrou outro rapaz que ao que tudo indicava era um estudante retornando para casa, e sentou-se próximo a nós. A mesma pergunta o “uruguaio” fez ao estudante. Não obrigado, eu não uso pulseirinhas. A viagem continuou e o jovem estudante se levantou para preparar o seu desembarque e perguntou ao jovem uruguaio se ele não estava com frio, este respondeu que sim, que estava com “mucho” frio. O rapaz estudante, já em pé, colocou a mochila no chão, tirou a jaqueta em um gesto que jamais eu tinha visto, retirou o blusão que usava por cima de uma camiseta e deu o blusão ao jovem que ficou sem saber o que fazer, assim como eu. Na estação Niterói o rapaz estudante desceu e eu e o jovem ficamos a nos olhar. Ele vestiu o blusão com cuidado e ficou me olhando, rindo e balançando a cabeça. Eu não sabia o que dizer. Na minha cabeça só pensamentos malucos como um anjo que estuda a Unisinos e anda no metrô! Que desprendimento daquele jovem tem com coisas materiais! Quem são estas pessoas? O que faz um jovem agir assim com um semelhante, estranho? Não consegui fotografar o momento que ele tira o blusão. Como eu já tinha, sabe-se lá por que, fotografado o jovem uruguaio de camiseta regata, deixei ele se vestir com o blusão que ganhou e o fotografei. Foi até bom eu não ter tentado fotografar o rapaz que deu o blusão, pois anjos não se fotografam.”

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