Mãe que perdeu os filhos para as drogas ajuda outras crianças a terem caminhos diferentes


Mãe que perdeu os filhos para as drogas ajuda outras crianças a terem caminhos diferentes 1
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Celina dos Santos Menezes ou tia Celina viu seus três filhos se envolverem com drogas e serem presos. A executiva de vendas não queria que outras mães passassem por esse sofrimento. Então, ela se perguntou o que poderia fazer para que outras crianças não seguissem o caminho das drogas.

“Quando eles se envolveram com as drogas, eu fiquei muito desesperada. Eu vinha para a igreja e chorava muito orando e pedindo por eles. Um dia eu perguntei a Deus o que eu poderia fazer para mudar esse quadro e o versículo veio na cabeça. Então comecei a fazer um trabalho em casa com 35 crianças”, disse tia Celina entrevista para o G1.

Projeto conta com ajuda de voluntários e doações para refeições (Foto: Projeto Tia Celina/Divulgação)
Projeto conta com ajuda de voluntários e doações
para refeições (Foto: Projeto Tia Celina/Divulgação)

Há quase 17 anos, ela abriu as portas da sua casa, no Jardim Novo Mundo, em Votorantim, no interior de São Paulo, aos sábados, para crianças que passavam grande parte do seu tempo nas ruas, vulneráveis a situações de risco, como o uso de drogas.

Atualmente, o projeto atende 230 crianças e adolescentes. Na casa, eles tomam café da manhã, têm reforço escolar, hora de recreação e almoço. O projeto conta com o apoio dos moradores do bairro, que doam boa parte da comida servida nas refeições e ajudam nas atividades.

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Crianças brincam e também participam de atividades (Foto: Projeto Tia Celina/Divulgação)
Crianças brincam e também participam de
atividades (Foto: Projeto Tia Celina/Divulgação)

“Elas chegam às 9h e tomam o café da manhã. Aí a gente faz a parte espiritual, da oração, e cada um senta à mesa. Tem reforço escolar, artesanato, pintura… Os mais velhos vão para o futebol e os menores para os brinquedos. Em torno das 12h, todos almoçam e pegam a surpresinha, que é o doce ou o que tivermos e vão para casa”, explica.

Apesar do cansaço no final do dia, ver os jovens livres das drogas é compensador. “Quando acaba o trabalho no sábado, a gente está completamente cansada, quebrada, as carnes não estão aguentando parar em pé. Mas a alma está saciada, porque podemos dizer que fizemos nossa parte.”

Casa da executiva de vendas recebe mais de 200 crianças aos sábados (Foto: Projeto Tia Celina/Divulgação)
Casa da executiva de vendas recebe mais de 200 crianças aos sábados (Foto: Projeto Tia Celina/Divulgação)
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