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Menina celebra 15 anos ao lado de socorristas que salvaram sua vida após acidente


Menina celebra 15 anos ao lado de socorristas que salvaram sua vida após acidente
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Para a jovem Raquel Moro de Farias, que recentemente completou 15 anos de idade, motivos lhe sobraram para comemorar e valorizar a vida, como poucos o fazem atualmente.

Há apenas dois meses, em novembro, Raquel se envolveu em um grave acidente de carro que tirou a vida de seu namorado, de 19 anos, na Curva do Bigode, em Gravataí, Rio Grande do Sul.

A jovem quebrou sete costelas, o cóccix, teve o baço estourado e a bacia deslocada. Guerreira, sobreviveu à colisão. Próximo do acidente, dois ‘anjos’ a socorreram e a levaram ao hospital rapidamente. Trata-se de Gustavo Weber, 22 anos, e Luan Caparro Flores, 23, socorristas do Grupo de Resgate e Apoio Voluntário de Emergência (Grave), que estavam retornando de um evento em Tramandaí quando perceberam o acidente.

“Naquele dia, depois que largamos alguns colegas em casa, percebi que tinha esquecido a chave do meu carro com um deles. Pedi para o Luan, que ainda estava comigo, para voltarmos. Passamos por lá totalmente por acaso”, diz Gustavo.

Menina celebra 15 anos ao lado de socorristas que salvaram sua vida após acidente
Raquel entrou no salão conduzida por seus anjos. Foto: Divulgação / TL Video Produções

Naquele mesmo local passava um outro socorrista, Mario Lessa, que estava dirigindo a ambulância de uma empresa privada após realizar um plantão. Mario ajudou nos primeiros socorros de Raquel, que rapidamente foi levada para o Hospital Dom João Becker, curiosamente, mesma instituição onde o pai da menina, Everton Viana de Farias, trabalha como vigilante.

“No dia, não sabíamos disso. Ficamos sabendo um tempo depois, quando, ao levarmos outro paciente para lá, ele veio nos procurar para dar um abraço. A partir daí, acompanhamos a trajetória da Raquel de longe”, conta Luan.

Foram alguns dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e outros vinte dias internada. Raquel diz se lembrar pouco daquela fatídica noite, mas reconhece a extrema importância da presença dos socorristas.

“Lembro só depois de ir para o quarto. Se não fosse o Luan e o Gustavo, eu não estaria aqui para contar.”

Solidariedade

Alguns meses depois, uma oportunidade surgiu para aproximar Luan, Gustavo e Raquel uma vez mais: sua festa de debutante, que após ser cancelada por conta dos gastos que a família teve com o acidente, pôde ser realizada com a ajuda de parentes e amigos no dia 22 de dezembro.

“Após o acidente, os donos do salão que havia sido contratado prometeram que, se ela se recuperasse, eles dariam a festa. Ela ganhou tudo. Vários funcionários trabalharam de graça”, relata a mãe de Raquel, a professora Eliane Moro de Farias.

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Os pais de Raquel, Eliane e Everton, tiveram a ideia de convidar os socorristas para participar da festa, além do restante da equipe do Grave, que foram liberados do plantão que faziam para buscá-la em casa, de ambulância.

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“Eles foram anjos na nossa vida. Como ela tem muito carinho e gratidão por eles, nós resolvemos fazer uma surpresa. Agradecemos a Deus por ter colocado eles no nosso caminho. O acidente foi horrível, era para minha filha ficar com sequelas, mas só perdeu o baço. Foi um grande milagre, e só temos a agradecer a todos que nos ajudaram”, diz Eliane.

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Turma do Grave ganhou troféu e homenagem na festa. Foto: Divulgação / TL Video Produções

Surpresa para a debutante

Raquel não sabia da ideia dos pais de chamarem Luan, Gustavo e a equipe do Grave para sua festa e ficou emocionada ao ser surpreendida por eles ao chegarem em sua casa dentro de uma ambulância.

“Chegamos à casa dela com a sirene ligada. Quando explicamos do que se tratava, ela ficou paralisada. Nós nos emocionamos de um lado, a família se emocionou do outro. Foi uma noite mágica, muito especial” relata Luan.

A debutante relembra que havia manifestado o desejo de chamar seus salvadores para participarem da festa meses antes, mas imaginava que a ideia não iria adiante. “Estava em casa, esperando a hora de ir para o salão, quando ouvi a sirene. Eu fiquei muito nervosa, mas muito feliz.”

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Os socorristas acompanharam a debutante até a entrada da festa e dançaram valsa com ela, além de receberem homenagens.

“Nunca esperávamos por isso. Nós ganhamos medalhas, e a equipe do Grave ganhou um troféu. Naquela hora, passou um filme na nossa cabeça. Ver a Raquel bem e sorrindo após o acidente foi magnífico”, finaliza Gustavo.

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Fonte: Gaúcha ZH

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