Professor com câncer ganha licença de colegas para tratamento

Ele ganhou 75 dias de licença médica dos colegas para continuar o tratamento de quimioterapia.


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O professor Robert Goodman, de Palm Beach, Flórida (EUA), tem um câncer de cólon e precisava de mais 20 dias de licença para continuar o tratamento de quimioterapia sem ter o salário descontado, pois já tinha usado todos os dias que podia.

Ele pediu ajuda aos colegas, que não hesitaram em doar seus próprios dias de licença médica. No dia 23 de julho, o professor escreveu um post no Facebook, de dentro do hospital, pedindo pelas doações.

Leia também: Alunos fazem rifa para ajudar professor que está há dois meses em receber

O post foi compartilhado inúmeras vezes e, em quatro dias, tinha rendido dias de licença suficientes para que Goodman pudesse tratar a doença durante todo o semestre.

“Não acreditei que isso iria acontecer tão rapidamente. Educadores de todo o país me contataram para doarem seus dias de licença, até mesmo professores da Florida Atlantic University”, declarou Goodman para a CNN.

O professor dá aulas de História na Palm Beach Gardens Community High School há 23 anos e descobriu o câncer de cólon em abril. Desde então, Goodman começou a documentar sua luta em postagens no Facebook, narrando as dificuldades de se enfrentar a doença e encorajando pacientes que estivessem passando por uma situação parecida.

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No post em que pedia doações, Goodman conta que iria requerer um pedido de afastamento médico que lhe garantiria mais 12 semanas de tratamento. Porém, deveria somar mais 20 dias de licença médica aos que tinha passado fora da sala de aula.

Por já ter usado esse direito há dois anos, no entanto, não conseguiria alcançar essa soma sozinho. Foi então que ele teve a ideia de pedir aos colegas que doassem seus dias de licença médica para atingir a meta.

Entre os doadores, também havia diretores e até merendeiros de várias escolas dos Estados Unidos. Ao todo, eles transferiram 75 dias de licença médica para Goodman – quase quatro vezes mais dos 20 necessários!

Não fiquei surpresa em ver professores doando, eles já são acostumados a isso. Quando um deles precisa de ajuda, todos sempre se organizam. Ver alunos compartilhando histórias em que os influenciei positivamente foi uma ótima maneira de me lembrar por que escolhi ensinar, além do motivo pelo qual mal posso esperar para voltar”, disse.

As aulas na escola de Goodman começaram no dia 13 de agosto – o professor permanece afastado por conta do tratamento. Além dos cuidados médicos, ele afirmou que gasta seu tempo compondo músicas – um hobby que o acompanha “a vida inteira”.

Goodman disse ainda para a CNN que espera que sua história inspire outras pessoas e valorizou a empatia dos doadores: “Qualquer um pode ter câncer, mas nem todos são capazes de ajudar”.

crédito das fotos: Reprodução/Facebook Robert Goodman

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