Ginasta com síndrome de Down multicampeã se torna modelo e abre caminho para outros como ela

A ginasta e modelo Chelsea Werner, 25 anos, nasceu com síndrome de Down, a anomalia cromossômica mais comum – afeta 1 em cada 700 bebês nascidos no mundo – e que retarda o desenvolvimento fisiológico e intelectual.

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Não que isso tenha lhe tirado algum brilho: introduzida na ginástica artística aos quatro anos de idade, ela demonstrou notáveis habilidades no esporte, e quando adolescente, foi pentacampeã nacional de ginástica.

Nascida na vila de Danville, no estado americano da Califórnia, Chelsea foi mais tarde recrutada como modelo pela We Speak, uma agência internacional de moda que incentiva as pessoas a amarem e valorizarem seus corpos tal qual eles são.

Uma voz para pessoas com síndrome de Down

A modelo sente que boa parte dos indivíduos com síndrome de Down estão sub-representados em muitas áreas, como no cinema, nos espaços de poder e, claro, no mundo da moda. “Não acho que as pessoas com síndrome de Down sejam representadas o suficiente. Quanto mais somos representados, mais as pessoas verão como somos capazes”.

Chelsea venceu o tradicional campeonato de ginástica Special Olympics cinco vezes nos EUA, além de garantir duas medalhas de ouro na competição Defending World Champion. Ela afirma ter ganho bastante confiança nesses torneios, aprendendo a ter resiliência pessoal.

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“Eu faço ginástica há tanto tempo quanto consigo me lembrar”, disse ela. “Sinto que sempre fez parte da minha vida, acho que a ginástica me treinou para ser disciplinada e trabalhar duro. Na ginástica, cada nova habilidade leva muito tempo – às vezes anos! Acho que isso me deu confiança.”

Nas vezes que tentou ingressar em um agência de moda para trabalhar, fora recusada. A razão, subentendida, era sempre a mesma: pessoas com síndrome de Down não têm espaço na moda.

Com a ajuda dos pais, Lisa e Ray Werner, Chelsea continuou tentando e pressionando. Eles acreditavam na beleza e capacidade da filha, e não seriam dissuadidos por rejeições pontuais.

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Foi então que a We Speak encontrou a ginasta no final de 2017, pelas redes sociais, e a convidou para trabalhar na agência, onde ela está até hoje.

Em uma entrevista ao site A-Plus, a CEO e fundadora da We Speak, Briauna Mariah, revelou como ficou impressionada com as habilidades da jovem. “Eu vi o potencial da Chelsea de prosperar nessa indústria e imediatamente estendi a mão. É importante que as mulheres se sintam representadas na indústria.”

Após largar o solo e os aparelhos, Chelsea mergulhou de cabeça nas passarelas dos desfiles de moda. Ela espera que sua carreira de modelo sirva de inspiração para outras mulheres, afinal, “todo mundo é bonito à sua maneira”. Ela acredita que, independentemente da condição da pessoa, todos merecem uma oportunidade para alcançar seus sonhos.

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Fonte: Pensar Contemporâneo/Fotos: Reprodução/The Hearty Soul

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