Hortas comunitárias em Maringá transformam a vida dos moradores da cidade

Já faz algum tempo que nós, seres humanos, estamos estabelecendo novos significados para nossa relação com os alimentos, das comidas que compramos e com o que cozinhamos. Algumas pessoas até se arriscam a produzir seus próprios alimentos e isso é maravilhoso. Quando estamos envolvidos em todo o processo, desde o plantar, até o colher, preparar e comer, a relação com o alimento torna-se uma relação de amor e de cuidado.

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899 famílias na cidade de Maringá, no Paraná, mantém exatamente esse tipo de conexão com os alimentos e fazem da produção, não somente um estilo de vida, mas de subsistência.

Esse é um projeto da prefeitura, que atende principalmente famílias de baixa renda e permite que essas famílias consigam se sustentar através de uma horta comunitária, localizada no Conjunto Guaiapó. O programa, criado em 2007, fez com que 37 hortas comunitárias fossem instaladas na cidade, incentivando os moradores a criar e a manter esses espaços verdes e a venderem os alimentos cultivados por preços acessíveis que variam entre 1 e 3 reais. Esse preço só é possível, porque os produtos são vendidos diretamente do produtor para o consumidor, sem precisar de intermediários. Além do mais, quem compra tem a garantia de um produto fresquinho, produzido com amor e cuidado.

O trabalho nas hortas não apenas permite que a comunidade se alimente com verduras e legumes orgânicos e saudáveis, como faz bem para os próprios trabalhadores, que tiveram suas vidas transformadas depois da criação das hortas comunitárias. Como por exemplo, o seu Aldevandro dos Santos, que conta que foi diagnosticado com câncer de próstata há alguns anos e que antes de trabalhar nas hortas costumava passar dias seguidos internado no hospital. Porém, tudo mudou quando ele se viu cuidando das hortas, de manhã até à noite e descobriu coisas como, “a beterraba para crescer deve ser plantada em noite de lua cheia. Na minguante, ela cresce com a cabeça maior”.

O gerente das hortas comunitárias, Maurílio Donizete de Jesus afirma que “O cultivo de alimentos não proporciona apenas alimentos saudáveis, mas também estimula a convivência, fortalece vínculos e rende dinheiro para os voluntários”.

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O espaço e a infraestrutura é são cedidos pelo município e os canteiros são montados pela Secretaria de Serviços Públicos (Semusp), que também disponibiliza sementes e mudas.

A produção é em média de 1.066 bandejas de mudas por mês, o que acaba beneficiando diretamente uma média de 899 famílias. Além do mais, o município promove orientações e custeio de maquinário agrícola, esterco, compostagem, assistência básica com mangueiras, regadores, insumos para plantio, adubação, terra, serviços de roçada, limpeza, pedriscos e fiscalização com engenheiro agrônomo.

E não acaba aí! O projeto ainda conta com uma central de compostagem desde janeiro de 2016, que produz adubo orgânico que é utilizado para abastecer as hortas comunitárias. Ou seja, todo o alimento produzido é livre de agrotóxicos e venenos. De acordo com o gerente das hortas comunitárias, o adubo é produzido por meio de resíduos industriais doados por diversas empresas e a cada 90 dias são produzidas 800 toneladas de adubo.

Esse programa é um verdadeiro exemplo de projeto que funciona, que é feito para a comunidade e que é capaz de gerar diferentes tipos de benefícios, não somente para a economia do lugar, mas para a saúde das pessoas e para o bom convívio entre os moradores, que tiveram suas vidas transformadas depois das hortas comunitárias!

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Com informações de Ciclo Vivo

Foto: Roberto Furlan/SECOM e Cary Bertazzoni/PMM

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