Mulher diabética e cardíaca se torna fisiculturista aos 64 anos: ‘Nunca é tarde para evoluir’

Aos 64 anos de idade, a fisiculturista Julia Olson é um fenômeno de superação de adversidades e sobrevivência.

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Diagnosticada com diabetes ainda criança, tem lidado com a doença desde então. Aos 34 anos, precisou fazer um transplante de rins e pâncreas; aos 48, uma ponte de safena no coração, procedimento cirúrgico que usa uma parte da veia safena da perna para desviar sangue da aorta para as artérias coronárias.

Dois anos depois, Julia retirou a tireoide (glândula em forma de borboleta que fica localizada na parte anterior pescoço). Em meio à luta para manter a saúde física e mental, decidiu tornar-se uma praticante de atividade física aos 62 – tudo em plena pandemia.

Hoje, a professora de artes americana abraçou vigorosamente o treinamento físico de alto padrão, se tornando uma atleta fitness.

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Para comemorar os 30 anos de transplante de rins e pâncreas, que Julia considera seu “segundo nascimento”, ela ingressou em uma competição de fisiculturismo que visa o máximo desenvolvimento dos músculos corporais a partir da hipertrofia muscular, ou seja, aumento no volume da massa muscular.

Na competição, a idosa terá sua força, definição, tamanho e proporção analisadas. Sua transformação física chocou muita gente, que até então acreditava que isso seria impossível na terceira idade.

Para a professora e agora fisiculturista, sua convivência com doenças graves desde pequena a fez enxergar no próprio corpo uma verdadeira potência.

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“Foi difícil retomar a vida depois da cirurgia cardíaca, tive que me empurrar. Sempre me alimentei bem e fiz um pouco de exercício, mas chegou um momento há dois anos em que decidi intensificar porque eu queria me sentir bem e forte”, disse Julia à colunista Silvia Ruiz, do portal Viva Bem.

Foi aí que ela procurou um nutricionista e um treinador para definir a dieta ideal e a rotina de atividade física. O mix recomendado foi de musculação + exercícios aeróbios, como caminhar ou correr.

Ao longo dos meses, Julia foi ganhando músculos e forma física. Num dado momento, seu treinador sugeriu: “Por que você não entra numa competição?’, disse.

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“Eu não sabia nada sobre essas competições, sou uma professora de artes. E disse a ele: ‘quem vai querer ver uma mulher de 64 anos de biquíni? Você está brincando? Mas meu corpo continuou mudando e eu resolvi apostar”, afirmou.

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Dia a dia seguindo dieta rígida

A professora de artes disputa a categoria “Master”, para maiores de 50 anos. A competição envolve a análise da definição e estética dos músculos: por isso, é essencial seguir à risca a dieta e o plano de treino.

“No começo eu tinha um dia mais livre, para comer como quisesse, mas, para chegar na competição, não poderia mais furar. Foram meses treino de cinco a seis dias por semana. Uma hora de cardio e mais uma hora e meia a duas de musculação”, contou Julia.

Durante a pandemia, ela fez grande parte de rotina de treinos em casa, uma vez que as academias estavam fechadas (e foram um dos últimos estabelecimentos a reabrirem). “A maior parte do meu treino foi feita com pesos livres que eu comprei e elásticos. Só mais recentemente pudemos passar a frequentar a academia.”

Para manter o corpo sarado, Julia faz uma dieta baseada nos chamados “macronutrientes”, que envolvem porções de proteínas (carnes, peixes e ovos), carboidratos (batata, arroz etc.) e gorduras (azeite).

“[…] Para quem foi diabética a vida toda, ter uma dieta restrita não era novidade. Eu estava acostumada a me privar de muita coisa (como álcool e açúcar). Hoje mesmo vou sair para jantar com meu marido. Eu sei o que posso ou não comer. Eu sei o que meu corpo precisa, e isso me ajuda a decidir. De vez em quando posso comer um chocolate, e está tudo bem”, completou a atleta.

Anabolizantes? Jamais!

Para quem acha que Julia construiu seu corpo escultural com a ajuda de anabolizantes, ela rebate: “Uso medicação para evitar que meu corpo rejeite os órgãos transplantados, não posso usar nenhum tipo de suplemento ou hormônio. Uso apenas um suplemento de vitaminas e outro de Ômega 3 e de vez em quando um pouco de creatina. É tudo que eu tomo.”

E, mesmo na menopausa (que acontece aos 50 anos, aproximadamente), a professora conta que não pôde fazer reposição hormonal e teve que conviver com ondas de calor por conta dessa condição de saúde.

Exemplo de resiliência e superação

A força de vontade para superar doenças e procedimentos cirúrgicos já faz de Júlia uma vitoriosa. Também é surpreendente notar como ela mudou radicalmente seu estilo de vida para construir um corpo atlético em plena terceira idade.

Em resumo, Júlia é exemplo de que nunca é tarde para recomeçar e evoluir.

“Eu sei que nem todo mundo vai querer minha rotina, mas por muito menos já terão benefícios para uma vida melhor”, resume a fisiculturista sobre seu novo estilo de vida.

Assista como foi, na íntegra, o I Prêmio Razões Para Acreditar!

Fonte: Viva Bem
Fotos: Reprodução / Instagram: @dolphinine

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