Inspirado na avó diabética, aluno da BA cria produto de látex de mangabeira que ajuda a cicatrizar feridas

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rapaz de máscaras segura copo próximo árvore
Avó morreu há 5 anos, mas deixou no coração do neto a inspiração de ajudar outras pessoas com o mesmo problema. Foto: arquivo pessoal

A avó de João Pedro de Oliveira, 19 anos, desenvolveu feridas na perna por causa da diabetes. Ela morreu há 5 anos, mas deixou no coração do neto a inspiração de criar um produto que ajude na cicatrização para pessoas que passam pelo mesmo problema.

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Nascido em Crisópolis (BA) e aluno do Instituto Federal da Bahia, João criou o Cicatribio, produto que ajuda na cicatrização de feridas, causadas principalmente por leishmaniose e diabetes.

Ao conversar com amigos da sua cidade natal, João descobriu que o látex da planta do pé de mangaba era muito utilizado para o tratamento de problemas estomacais. Para isso, é necessário cortar o caule da planta para recolher a substância.

árvore mangabeira
João notou que, ao fazer um corte no caule, a planta rapidamente estancava o látex, cicatrizando-o – Foto: arquivo pessoal

“Foi aí que formulei a hipótese: será que o látex de mangaba pode ser usado para auxiliar na cicatrização de ferimentos e ajudar a minha avó a ser curada destas enfermidades?”, explica João.

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Dito e feito! Para criar seu novo produto, João usou o látex da mangabeira, árvore típica da região Nordeste. Agora, o projeto está em análise para o registro da patente pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

Além disso, o adolescente também foi premiado por um edital do MEC, o ‘Empreendedor Inovador’, que irá proporcionar uma ajuda financeira de R$ 200.000 mil para a conclusão da pesquisa.

“Com este investimento podemos fazer mais análises e, assim, disponibilizar no mercado o mais rápido possível”, diz João.

João em pesquisa para criar seu produto natural
Foto: arquivo pessoal

O produto já passou pela fase I (in vitro) e os resultados foram surpreendentes. Agora, a partir do segundo semestre de 2021, eles irão encarar a fase II (testes em camundongos), na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus.
O orientador do projeto foi o professor Saulo Capim, que incentivou e auxiliou o aluno desde o início.
“Quando chegarmos ao fim das fases e estivermos com os produtos formulados e disponíveis no mercado, poderemos auxiliar a população com uma problemática que atinge milhares de pessoas no mundo, concluiu Capim”
Quer conhecer mais uma história inspiradora? Dá o play!

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