Instituto Federal de Roraima forma primeira turma 100% indígena da sua história

Um total de 21 estudantes comemoraram a conclusão do curso Técnico em Agropecuária, no Campus Amajari, pertencente ao Instituto Federal de Roraima. A turma é composta inteira e exclusivamente por indígenas de diversas comunidades da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol.

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Eles começaram o curso em fevereiro de 2017, integrado ao ensino médio e à modalidade de alternância.

A formatura aconteceu na última sexta-feira (13), na quadra poliesportiva da escola estadual que atende a Comunidade Indígena do Contão, em Pacaraima (RR). A turma inicial contava com 30 alunos, dos quais 70% concluíram o curso.

Instituto Federal de Roraima forma primeira turma indígena

Os últimos três anos foram de intenso aprendizado, com visitas técnicas, vivências em eventos científicos, técnicos e culturais. Os estudantes precisaram lidar com a distância das famílias, dos amigos e  de sua cultura enquanto faziam o curso.

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“Não tenho palavras para descrever. É um sonho que está se realizando”, disse a dona de casa Jaqueline da Silva Marcolino, mãe do mais novo técnico em agropecuária João Davi Claudino da Silva, 18 anos.

A dona de casa não pensou duas vezes em ingressar o filho na IFRR. “A escola estadual estava com dificuldade de professores, e eu falei para ele que ele iria, porque eu estava mandando. E, com dois meses, ele já estava gostando. Depois vieram dificuldades, mas eu disse para ele aguentar”, frisou, e, com os olhos marejados, afirmou que o mais difícil foi a saudade e enfrentar o tempo longe do filho.

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Para Orlando da Silva Oliveira, pai do formando Fernando e morador da Comunidade do Contão, os três anos de curso proporcionaram mudanças na vida do filho em relação ao conhecimento e ao amadurecimento. “Eu acredito que foi uma grande oportunidade que ele teve e, para mim, é um privilégio ter um filho que deu um grande passo na educação e na área de agropecuária”, frisou.

“Hoje [13], o Instituto Federal de Roraima, mais uma vez, cumpre sua missão. Com essa formação integral que esse novo profissional, agora vindo para a sua comunidade, terá, é só colocar em prática os conhecimentos na comunidade. Para nós, do IFRR e do Campus Amajari, é um momento ímpar, e precisamos garantir essa oferta, porque o potencial da comunidade é grande”, afirmou a reitora Sandra Maria Dias Botelho.

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Já o diretor-geral do Campus Amajari, George Sterfson Barros, recordou o início das articulações para oferta da turma de alternância do Contão. “Não podemos, em hipótese nenhuma, dizer não para a comunidade. O papel do Instituto Federal é esse, de dar oportunidade a quem não tem oportunidade, conforme a Lei 11.892, de criação dos IFs”, discursou.

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Fonte: Roraima 1/Fotos: Reprodução/UFPR

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