Aos 28 anos, ela é 1ª com síndrome de Down a se formar em universidade do Acre

História sendo feita! Rayssa Braga de Menezes, 28 anos, se tornou a primeira pessoa com síndrome de Down a conquistar um diploma na Universidade Federal do Acre, a UFAC.

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Em outras palavras, é a primeira vez em quase meio século desde a fundação da universidade (em 1974) que um estudante com a síndrome se forma em um curso da instituição de ensino superior. 😱

Rayssa comemorou sua formatura em Educação Física no dia 22 de fevereiro.

Jovem de 28 anos é a 1ª pessoa com síndrome de Down a se formar na UF do Acre

Além da conquista universitária, a jovem acreana é uma premiada atleta da natação em competições paraolímpicas municipais, estaduais e até nacionais!

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Segundo a professora aposentada Sofia Braga, mãe de Rayssa, sua filha é apaixonada por esportes desde criança.

“Lembro que quando era pequenininha, já adorava água. Eu e meu esposa a levamos para vários clubes e decidimos colocá-la em uma turma de natação na AABB para aprender a técnica do nado. Desde lá, foi se aperfeiçoando, participando de competições e identificando esse amor que ela tem hoje pelas práticas esportivas”, afirmou.

Na adolescência, a jovem amadureceu a ideia de fazer Educação Física. Ela realizou o Enem duas vezes como treineira, e conquistou uma vaga no curso desejado na terceira tentativa.

“O sonho que ela nutria já começou a se tornar realidade assim que passou no Enem e ingressou na universidade. Os nossos corações ficaram em festa”, destacou Sofia.

Jovem de 28 anos é a 1ª pessoa com síndrome de Down a se formar na UF do Acre

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Em entrevista ao portal ContilNet, Rayssa contou que, como profissional, deseja promover o acesso à qualidade de vida para pessoas com deficiência, em situação de vulnerabilidade social e carentes.

“Quero ajudar as pessoas mais carentes a terem acesso, por meio da Educação e da prática física, aos meios que podem possibilitar mais qualidade de vida”, afirmou a educadora física, tímida, mas muito centrada.

Ainda que seu interesse pelo curso tenha partido da natação, Rayssa faz questão de exaltar a história de sua mãe, que dedicou uma vida à docência.

“Eu sempre levei ela [Rayssa] para a escola comigo. Cresceu no ambiente educacional e vendo como eu atuava enquanto professora. Ela sabe de que forma a Educação pode mudar o mundo e foi esse o caminho que ela escolheu para transformar o dela e a vida das pessoas que pretende alcançar. Minha filha é acostumada a vencer desafios e sempre deixou muito claro para todos nós, mesmo com sua timidez, que tropeçaria muitas vezes, mas que não desistiria nunca”, afirmou Sofia, que é casada com o servidor público Francisco Moura, pai de Rayssa.

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Jovem de 28 anos é a 1ª pessoa com síndrome de Down a se formar na UF do Acre

Por fim, a mamãe coruja se disse orgulhosa da história da filha e sua trajetória, marcada pela quebra de inúmeros preconceitos.

“Quando ela entra para a universidade e se forma com muita competência e vontade, mostra para todos nós que pessoas com síndrome de Down não são incapacitadas, possuem habilidades, podem ser quem quiserem ser e devem ter os seus espaços garantidos, com uma política inclusiva que funcione. Existem dificuldades – e elas precisam ser consideradas -, mas não incapacidade”, completou.

Da história de Rayssa tiramos como lição a importância de compreender que cada indivíduo é único e cheio de potencial, que precisa – e merece – ser reforçado e resgatado.

“Nunca duvidamos da capacidade e da força da Rayssa, assim como ela nunca duvidou. A Educação só muda o mundo se a gente conseguir quebrar os preconceitos e trabalhar no sentido de construir um futuro para todos, sem distinção”, concluiu Sofia.

Fonte: Contilnet
Fotos: Arquivo pessoal

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