Três anos após acidente que a deixou tetraplégica, jovem agradece apoio do namorado: ‘Sempre ao meu lado’

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Em julho de 2017, Erin Field estava deitada em uma rede no terraço do apartamento de seu irmão quando parte de uma chaminé de 2 metros de altura cedeu, caindo sobre ela.

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A chaminé estava sendo usada como apoio, mas não suportou o peso dela, partindo ao meio e despencando em cima de Erin.

Três anos após acidente que a deixou tetraplégica, jovem agradece apoio do namorado
Foto: Jonathan Wiggs / The Boston Globe

A jovem, na época com 21 anos, foi levada às pressas para o Massachusetts General Hospital, em Boston (EUA), onde os médicos constataram que ela ficaria tetraplégica.

Foram meses se recuperando de múltiplas fraturas e ferimentos graves, incluindo as costelas, pulmões e coluna. Erin perdeu toda a sensibilidade das pernas e a maior parte da sensibilidade dos braços.

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Nesse meio-tempo, um rapaz com quem ela saía há apenas 4 meses jamais saiu de perto dela. “Jack nunca saiu do meu lado. Eu disse a ele que ele não tinha que ficar comigo“, relembra.

Dia após dia no hospital, o rapaz foi mostrando que amor é atitude.

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“Me disseram que eu ficaria deprimida com o que me aconteceu. Mas eu decidi pra mim mesma que isso não aconteceria”, disse Erin, enfatizando a importância de ter tido Jack ao seu lado.

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O namoro deles não apenas se fortaleceu durante a recuperação da jovem, como se transformou em promessa de casamento. “Estávamos apaixonados“, afirmou ela.

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Eis que assim que recebeu alta, no início de 2018, Erin retornou à faculdade, onde batalhou – e muito! – para conseguir o diploma de Língua Inglesa. Mais uma vez, uma conquista partilhada com o futuro marido, formado no mesmo período e no mesmo curso.

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Não demorou muito para eles irem morar juntos, se casar e adotar dois doguinhos. “E advinha só? Agora, mais de 3 anos depois, ele continua sendo o amor da minha vida“, resumiu Erin.

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Quando há conexão entre almas, não há obstáculo algum para um relacionamento. Aliás, com o tempo, ele só se fortalece!

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“Tem que haver um propósito para tudo aquilo que eu vivi”

Em um post compartilhado nas redes sociais, Erin refletiu sobre o acidente e tudo que lhe aconteceu desde então.

“[…] Qual foi o sentido de todas as cirurgias e dores pelas quais passei? Qual foi o sentido da minha segunda chance na vida? Puxa, eu aprendi muito passando a vida em uma cadeira de rodas por 4 anos. Sinto-me muito abençoada pelo que tenho na minha vida. Sinto que me tornei muito boa em esconder minha dor cotidiana. Mas vale a pena. Vale até mesmo aqueles pequenos momentos de alegria. Quando acordo na cama de manhã e não consigo descobrir onde deixei meu telefone, grito para Jack algumas vezes. Normalmente ele está do lado de fora fazendo algum tipo de jardinagem ou algo assim. Ele acorda tão cedo… 😂 Então eu aproveito esse tempo para ficar sozinha com meus pensamentos”, disse.

“Sendo tetraplégica, você nem sempre tem muito tempo sozinha. Eu não tenho esses momentos sozinha no chuveiro. Gosto de tirar um tempo para pensar em quão confortável é minha cama, como dormi bem naquela noite, sobre o que vou fazer para tornar este dia um ótimo dia, etc. Às vezes é, às vezes não. Há alguns meses sinto dores fortes no lado esquerdo. Fui ao pronto-socorro 3 vezes e ainda não tenho ideia do que está causando isso. Nos dias em que acordo e o nível de dor é apenas 6, já sei que vai ser um bom dia. A vida é difícil. Não importa em que situação você esteja, é DIFÍCIL. Mas cabe a você fazer o  seu dia melhor 💓”, completou.

Assista ao vídeo na íntegra:

Aos poucos, ainda estamos engatinhando, aprendendo o que é o amor! 🤍

Fotos: Reprodução / Instagram: @erin.fieldd

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