Jovem com autismo supera limitações e torna-se inspetor de escola em Santos (SP)

A escola é um lugar de aprendizado e descobertas que jamais imaginamos um dia, tanto para os estudantes quanto para os professores e outros funcionários da escola. Não haveria de ser diferente para Carlos Alberto Jorge Junior.

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Mas, Carlos tem uma particularidade que torna suas conquistas mais especiais: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Exemplo de superação, o jovem de 20 anos é inspetor de alunos na escola onde foi alfabetizado, em Santos, litoral de São Paulo.

De acordo com o site A Tribuna, Caco, como é conhecido, é uma espécie de braço direito daqueles que até pouco tempo eram seus professores: ele oferece auxílio no conteúdo ensinado em sala de aula e também prepara os equipamentos que os professores utilizam nas aulas.

[Aos 23 anos, o Julio, que tem autismo severo, precisa ser amarrado em momentos de crise. Também por falta de tratamento ele parou de falar há muitos anos e precisa de um acompanhamento em clínicas e psicoterapeutas. Queremos custear um tratamento pra ele e comprar moveis para a família em Fortaleza (CE) viver um pouco melhor. Contribua aqui.]

Caco recebeu o diagnóstico de autismo quando tinha 8 anos de idade. O distúrbio, como acontece com outras pessoas autistas, afetou sua comunicação e a capacidade de aprendizado e adaptação em espaços públicos.

Três anos atrás, ele começou a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogas, terapeutas comunicacionais e fonoaudiólogas. Desde então, Carlos ganhou mais autonomia, maturidade emocional e melhorou sua capacidade de aprendizagem, fundamentais para realizar as tarefas de inspetor na escola.

O jovem economiza metade dos rendimentos e usa a outra metade para se divertir com seus irmãos e amigos. “Tem fins de semana que pago a pizza. Fico muito feliz de conseguir fazer coisas que antes não conseguia. Tenho certeza que vou continuar evoluindo e não só na vida pessoal como agora no trabalho”, comemora Caco.

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A mãe, dona Ana Lúcia, também comemora cada conquista do filho. Inclusive, ela tornou-se defensora dos direitos de pessoas diagnosticadas com autismo. Ela se emocionou, por exemplo, ao embarcar com Caco em um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

É que o filho ficava apavorado com o barulho dos ônibus que precisava pegar para compromissos de rotina. A independência adquirida, entretanto, já permite a Carlos viajar sozinho pela cidade e conhecer vários itinerários de coletivos.

Conheça 5 passos para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista no vídeo abaixo:

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Fotos © Nirley Sena/AT/Reprodução

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