Jovem aprende a cuidar sozinho do pai idoso e retrata as dificuldades após morte da mãe

Desde que perdeu a mãe para um aneurisma cerebral, há três anos, Josielio Pereira Marinho, 27 anos, de Campina Grande (PB), se viu sozinho para cuidar do pai idoso e diabético, e de mais dois irmãos mais novos.

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A difícil missão de carregar tudo nas costas fez o jovem ressignificar a sua relação com o pai e alguns valores.

Seu João Marinho tem 71 anos e por conta do diabetes, um ferimento no pé se transformou num grave problema de saúde. No começo deste ano passou por uma cirurgia para a retirada do tendão que havia necrosado. Josielio dedicou 5 meses de cuidados com o pai.

Nesse período, me tornei um cuidador particular de meu pai. Comprava tudo que ele devia comer, preparava suas refeições, auxiliava no banho, trocava de roupa, comprava seus remédios, ia às consultas, fazia os curativos todos os dias, massagens, movimentos fisioterápicos… tudo por amor, por gratidão”, contou Josielio ao Razões.

jovem cortando as unhas do pai idoso
Essa foi a segunda vez que o pai se machucou, tendo que ser tratado e feito curativos por 5 meses. Foto: Arquivo Pessoal

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jovem fazendo curativos no pé do pai idoso
“O período pós-cirúrgico foi muito difícil, porque meu pai precisava de cuidados especiais para não pegar infecção no pé, pois o ferimento estava exposto, não levou ponto. Na prescrição médica era necessário fazer curativos diários”, contou jovem. Foto: Arquivo Pessoal

jovem fazendo curativo no pé do pai idoso
“Como eu vi algumas vezes os enfermeiros cuidando do meu pai na primeira vez que ele fez a cirurgia, tomei coragem de tentar fazer esses curativos diários no pé dele, assim fiz. Foi muito difícil pra mim, porque eu sempre passei mal ao ver sangue, mas naquele momento, minha empatia me chamava”. Foto: Arquivo Pessoal

jovem levando empurrando o pai na cadeira de rodas
“Dois dias depois da cirurgia do pé, meu pai teve dificuldade de em urinar, infecção urinária. Retornamos ao hospital da cidade a noite e as enfermeiras não conseguiram colocar uma sonda pela uretra, pois estava inflamada. Após horas esperando o médico, foi feita uma uma citostomia ((colocar a sonda pela barriga até a bexiga). Até que, deu certo, o procedimento foi um sucesso. Eu estava acabado no momento, sentado no chão do hospital, era pouco mais de 2 da manhã”. Foto: Arquivo Pessoal

Com o pai acamado e passando por dificuldades financeiras, a família teve que enfrentar mais um barra: uma grave infecção urinária no seu João. Josielio é de uma família grande, 8 irmãos, porém, como cada um tem a sua vida, eles ajudaram contribuindo da forma que conseguiam.

“Eu passei a ouvir mais meu pai, a criar diálogos para tentar acalmá-lo porque ele também corria risco de amputar o pé. Na frente dele eu sempre fazia expressões positivas, mas sozinho eu chorava, me sentia perdido e só”, desabafou Josielio.

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Inclusive, para dar mais qualidade de vida ao pai, o filho começou a pesquisar receitas saudáveis.

Ninguém sabia cozinhar e precisávamos comer… Eu então assistia vídeos no Youtube para poder fazer nossa comida e assim foi e é até hoje.”

 

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Uma publicação compartilhada por J. Marinho (@jota.marinho) em 12 de Mai, 2019 às 7:42 PDT

Após 5 meses de tratamento, finalmente seu João está melhor. O ferimento do pé cicatrizou e o da barriga (por conta da infecção urinária) também. Hoje ele está melhor graças ao empenho e cuidados do filho.

“Hoje ele anda sozinho. Sem ajuda de cadeira de rodas, muletas ou minha. Sempre existe um propósito para tudo o que passamos”, disse Josielio.

No vídeo abaixo, o filho, enfermeiro e cuidador dá alta! <3

 

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Uma publicação compartilhada por J. Marinho (@jota.marinho) em 5 de Out, 2019 às 5:30 PDT

Após morte da mãe, Josielio abriu mão da faculdade. “Não tinha forças para continuar”

Quado a mãe faleceu, Josielio estava no último ano na faculdade de Letras, tinha planejado tudo, mas não teve forças para continuar.

Hoje, após passar por tudo isso, ao lado do seu João, conseguiu se formar! No ano passado apresentou o seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e como ele mesmo disse, “é professor por formação, além de nutricionista, enfermeiro, psicólogo, cozinheiro e administrador pela vida”.

“Esses últimos três anos eu cresci muito quanto pessoa, todas essas coisas me fizeram criar mais resistência para a vida. Passei a ajudar pessoas contando um pouco do que sofri e como superei.”

jovem com beca se formando ao lado do pai
Foto: Arquivo Pessoal

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