Jovem concilia hemodiálise com estudos e passa em medicina na UFRGS

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A estudante Amanda Vitoria Luciano Gomes, 21 anos, precisou conciliar a rotina de estudos com a hemodiálise, que faz três vezes por semana (cada sessão dura quatro horas!).

Com muita força de vontade, ela passou em medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Amanda tem granulomatose de Wegener, uma doença rara e autoimune que afeta os vasos sanguíneos dos rins, pulmões e vias respiratórias. Para controlá-la, faz tratamento em Porto Alegre (RS).

“Fiquei muito feliz, chorei, gritei”, conta. “Não tem como desistir.”

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Segundo a estudante, a doença não tem cura. Diagnosticada há oito anos, no início da adolescência, ela conta que está na fila para o transplante de rins há quatro.

“Se a pessoa perder o rim, transplanta, aí consegue ter uma vida normal. Tem que sempre acompanhar para ver se não vai voltar [a doença]. Até vir o transplante, a pessoa fica fazendo hemodiálise. É o meu caso.”

Jovem concilia hemodiálise com estudos passa em medicina

Apesar de todas as dificuldades, a estudante afirma que nunca desistiu de estudar e conquistar o sonho de ser médica.

“Na clínica, eles são super flexíveis comigo, eles sabem que preciso estudar, aí eu consegui estudar de manhã, e fazer a hemodialise à tarde.”

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O sonho de cursar medicina existe desde a infância e a doença diagnosticada só a motivou ainda mais a seguir tal carreira.

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“Como eu fiz tratamento e tive médicos incríveis, e eles cuidaram de mim, eu quero cuidar das pessoas, que nem eles fizeram por mim.”

Amanda concluiu o ensino médio no Colégio Estadual Inácio Montanha e conseguiu uma bolsa para fazer um cursinho pré-vestibular durante um ano. No ano seguinte, ganhou um desconto para poder continuar estudando.

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Nesse ano, ela tentou pela terceira vez ingressar no curso. Quando viu o nome no listão da UFRGS, na manhã de segunda-feira (16), nem acreditou. “É muito incrível, eu pensava que ia conseguir, mas nunca 100% de certeza. É muito difícil passar. Daí quando eu passei foi tipo ‘uau, eu consegui’. Foi tipo ‘eu lutei pra isso e agora consegui'”.

Jovem concilia hemodiálise com estudos passa em medicina

A jovem mora com o pai no bairro Lomba do Pinheiro, na Zona Leste de POA. A avó e a irmã vivem perto. Todos comemoram a conquista tão esperada.

“A gente está com orgulho que não cabe dentro do coração, a gente está transbordando ele já. Tendo em vista toda nossa história, que não foi fácil, e a superação dela, dedicação dela, então, é que nem meu colega me falou: ‘É uma história que não cabe só a nós’. É uma história que precisa ser divulgada e ser incentivo para muitos jovens, para as pessoas que estão passando pelo que ela está passando”, conta a irmã da Amanda, Taynan de Oliveira, de 28 anos.

“Dizer [para as pessoas] que não desistam. Não é porque a gente tem problema de saúde, mora numa comunidade, a gente tem nossas dificuldades, que a gente vai deixar de sonhar e não vai seguir nossos objetivos”, acrescenta Taynan.

A irmã contou que no momento que saiu o listão a família estava separada, realizando atividades de rotina.

“Estava todo mundo espalhado, ela [Amanda] estava indo na hemodiálise, eu estava no serviço em um treinamento, meu pai estava chegando em casa do serviço. Deixei o computador na página da UFRGS para ver o resultado, mas eu não tinha coragem de olhar porque eu não sabia qual seria minha reação. Mas eu não aguentei”, afirma Taynan, rindo.

“[A Amanda] estava indo para hemodiálise, o ônibus estragou e ela também não se aguentou. Olhou na rua mesmo, perto do ônibus”.

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Fonte: G1/Fotos: Arquivo pessoal

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