Jovem que desistiu de carreira no futebol por causa de doença carrega tocha da Paralimpíada

A infância de Marcus Oliveira, 23 anos, não foi fácil. Logo cedo, ele teve que lidar com a descoberta de uma doença incurável: a anemia falciforme. Por causa da patologia, que é genética e hereditária, sempre sentiu fortes dores e teve que aceitar a frustração de abdicar do seu maior sonho: o de ser um jogador de futebol. “Eu tenho uma paixão imensurável por futebol e sempre fiz de tudo para me sentir próximo de alguma forma. Passei muitas tardes na televisão assistindo jogos, como faço até hoje. Tenho uma doença que me impossibilita de exercer algumas atividades físicas e não demorou até que meu médico me orientasse a desistir do meu grande sonho. Isso até hoje me frustra”, diz.

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Marcus também não viveu a infância com a intensidade que gostaria. “Eu não podia exercer atividades físicas e acabei me tornando uma pessoa bastante introspectiva. Tenho lembranças de não poder acompanhar meus amigos do colégio na piscina de um sítio, pois sofreria com dores musculares, posteriormente”, conta.

A virada se deu quando ele conheceu o Instituto Ser +, através de uma amiga da avó. No instituto, Marcus se preparou para o mercado de trabalho e conheceu pessoas que fizeram a diferença. “Empatia é algo que aprendi a dar muito valor. Minha turma se tornou muito unida, compartilhamos nossas dores e alegrias e amadurecemos juntos. Uma experiência inenarrável. São pessoas que têm lugar cativo na minha vida, pois me ajudaram a reconstruir meu foco, minha motivação pra vida.”

O estudante Marcus Oliveira participou do revezamento da tocha da Paralimpíada Rio 2016
O estudante Marcus Oliveira participou do revezamento da tocha da Paralimpíada Rio 2016

O ponto alto dessa experiência veio em formato de um convite: Marcus foi indicado pelo Instituto Ser +, por intermédio da parceria com o Instituto NET Claro Embratel, para carregar a tocha Paralímpica durante o revezamento, no Rio de Janeiro.  E, finalmente, Marcus pôde ter o prazer de estar entre atletas e fazer parte de um grande evento esportivo, como sempre sonhou. “Nunca imaginei que participaria de um momento tão importante quanto este. Fiquei muito honrado e feliz”, afirma.

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Com o apoio do Instituto Ser + e do Instituto NET Claro Embratel, além do apoio dos amigos, Marcus descobriu que é possível superar as próprias limitações e continuar a sonhar, ainda que a ideia original tenha que sofrer alterações pelo caminho. “Vi que posso realizar meu sonho de outra maneira, em vez de desistir. Minha primeira meta, a partir de agora, é estar empregado para poder dar suporte à minha família. É o ponto de partida. Depois, quero entrar pra faculdade, me tornar um psicólogo esportivo e exercer a função em Manchester, no Manchester City, se Deus quiser.”

Marcus Oliveira é ex-aluno do Instituto Ser + e participou do revezamento da tocha da Paralimpíada Rio 2016.

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