Livro ‘Mare Decide Viver’ relata a dor e superação de um transplante de pulmão

Mare Decide Viver é a biografia motivacional de Mare (Maria Helena), uma brasileira que descobriu que podia morrer se não fizesse um transplante de pulmões. Lutando contra todas as adversidades, ela venceu, dando o exemplo de que tudo é possível, quando uma família se une no amor. A história é narrada por seu marido Wilson. Mais do que um relato da dor e sofrimento de uma família o livro mostra a dura realidade das pessoas que esperam na fila por doações e nos leva a refletir sobre o problema do transplante de órgãos não só no Brasil, mas em países de primeiro mundo como os EUA.

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De forma descontraída, Wilson brinca que conheceu Mare ainda na maternidade, mas na verdade os dois se conheceram em 1968. “Meu primeiro presente para ela foi o long-play do Johny Rivers… Do you wann’a dance… Namoramos e noivamos por quatro anos e casamos em 1973, portanto, há 40 anos”.  Contudo, Mare ficou doente em 2007 e em 2009 foi indicada a fazer um transplante duplo de pulmão. “Na época, nem sabíamos que isto existia. O médico disse que se ficássemos no Brasil, ela morreria esperando o transplante, devido ao pequeno número de cirurgias feitas no país e ao grande número de pessoas necessitadas” conta José Wilson Munari.

A saída para a família Munari foi procurar auxílio fora do país para o transplante de Mare levando-os a mudar para os Estados Unidos. “A razão foi que em um país com muitos doadores, a lei diz que todos doam e poucas pessoas se manifestam para não serem doadores, mas em um país com poucos doadores, a lei é omissa e poucas pessoas se manifestam para serem doadores” explica José Wilson.  Foram cerca de 2 anos até que o transplante de Mare fosse feito. Neste tempo a família Munari passou por momentos difíceis como problemas psicológicos causados pelos remédios que afetavam o funcionamento do cérebro de Mare ou a quase morte 4 dias antes do transplante.

A dor transformada em palavras.

Durante os 2 anos e 10 meses que a família Munari viveu nos EUA José Wilson manteve um diário com a luta que era travada todo os dias e mostrando a ansiedade de esperar o telefone tocar com uma boa notícia. “Eu mantive um diário no qual anotava tudo que se passava com ela. Eu já mantinha o diário anteriormente, mas passei a ser mais assíduo na escrita devido às perguntas dos médicos: quando começou tal remédio, quando começou tal sintoma” explica José Wilson.

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“É um livro que renova esperanças de pessoas que estejam lutando contra alguma doença. Qualquer pessoa pode ler o livro. Tem um pouco da história da família, já que nossos filhos nos acompanharam aos Estados Unidos para o transplante. Para mim, foi como abrir a alma e o coração e contar tudo” finalizou José Wilson.

Wilson Munari e Maria Helena Munari

 

Uma bela história, a versão digital do livro pode ser comprada aqui.

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