Mãe de 8 crianças espera gêmeos e brinca: ‘Maternidade é desafio. Para mim, é 10 vezes mais!’

Maternidade é sinônimo de desafio. Para Mariana Arasaki, 36 anos, ser mãe é 10 vezes mais desafiador.

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Desde jovem, ela sempre quis ser mãe e ter uma família grande. No entanto, jamais imaginava o tamanho que sua família chegaria: hoje, são 10 crianças, incluindo aqui duas que ainda não vieram ao mundo.

A paulistana deixou a faculdade de Direito quando engravidou da primeira filha, Maria Philomena, de 10 anos.

Mãe de 8 crianças espera gêmeos e brinca: 'Maternidade é desafio. Para mim, é 10 vezes mais!'

Nos anos seguintes vieram Martin, Maria Clara, Maria Sophia, Bernardo, Margarida Maria, Maria Madalena e Stella Maria, a caçula, de 11 meses – todos ao lado do marido Carlos, que atua como advogado.

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Ao descobrir que está grávida de gêmeos, Mariana decidiu criar um perfil no Instagram – o “Coração de Mami”, – para compartilhar a rotina com os filhos.

“Se naquela época me perguntassem: ‘Mari, você teria dez filhos?’, não sei o que eu responderia. Não imaginava a minha vida desse jeito, mas as crianças foram chegando e preenchendo nossa vida de tal forma que quisemos ter mais e mais”, contou ela em entrevista ao portal Universa.

Mari é acostumada a famílias grandes, sendo ela mesma pertencente à uma: em casa, convivia com 6 irmãos e precisava dividir os brinquedos. O marido, no entanto, é filho único e sempre quis ter irmãos. “Ele tinha aquela coisa de ter que brincar sozinho, jogando a bola na parede, sabe? Então também queria ter uma família maior”.

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Quando soube que estava grávida do quinto filho, a paulistana decidiu pedir demissão do trabalho, no departamento administrativo de uma companhia de engenharia, para tornar-se mamãe em tempo integral.

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“Eu não conseguia focar no trabalho, tinha que sair correndo, fazer tudo. Então eu pensei muito, coloquei na balança, conversei com meu marido e tomei essa decisão feliz. Não me arrependo de nada, foi a melhor coisa que eu fiz por mim e pela minha família”, disse.

Para Mari, a vida é totalmente diferente quando não se têm filhos. “A gente é mais egoísta, se coloca sempre em primeiro lugar, mas conforme as crianças vão chegando, as prioridades mudam e elas ocupam o primeiro lugar”, opinou.

Ao longo do tempo, coisas que ela priorizava muito, como pontualidade e organização, foram sendo relevadas. “Imagina: às vezes nós estamos todos prontos para sair na hora certa, mas vaza a fralda de uma, suja a roupa da outra, tem que arrumar tudo de novo”.

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Para dar conta da rotina de cuidados com os 8 filhos, Mari conta com a ajuda de duas babás. Em casa, é ela quem cuida da alimentação, das roupas e dos estudos dos pequenos.

Além disso, cabe à ela providenciar o transporte dos filhos para a escola e para outras atividades extracurriculares e eventos, como festinhas de aniversário. “Também conto muito com a minha mãe. Se minhas filhas estão no balé e eu preciso levar outro ao pediatra, ela me ajuda, leva um, busca outro”.

Desafios da maternidade

Para Mariana, o maior desafio em casa é conseguir sair no horário com todos os filhos. A chave para dar certo é arrumá-los com (bastante) antecedência. “Para chegar pontualmente, a gente começa a prepará-los duas horas antes. Almoço, jantar, banho é puxado também.”

Os menores vão aprendendo com os maiores. Por exemplo, os 3 filhos mais velhos de Mari tomam banho e vestem roupa sozinhos. Os demais enxergam esse senso de independência e começam a querer fazer por conta própria também.

É Mariana que acorda os filhos de manhã bem cedo, um a um. “Deito na cama com eles, brinco um pouco, assim já quebra aquele gelo, porque às vezes eles acordam mal humoradinhos. Aí eles descem para o café, eu vou me trocar e levo eles para a escola”, conta.

Nesse meio-tempo, ela fica com a caçula. E quando a pequena dorme, a mamãe aproveita o (pouco) tempo livre. “É quando posso fazer ginástica, ir ao médico, descansar um pouco, sair, fazer minhas coisas, até buscá-los na escola. Essa volta, na hora do almoço, é muito legal. É quando eles estão mais animados, contando o que aprenderam, do que brincaram. Eu me sinto amiga deles, é muito bacana.”

Para garantir que tudo funcione, Mari diz que é “muito chata e regrada com a rotina” dos filhos e coloca-os para dormir cedo – de preferência, até às 20h.

“Aí eu consigo sair pra jantar com meu marido, assistir uma série juntos, conversar. Esse é o segredo de ter uma família numerosa: manter uma rotina bem estabelecida para eles. Só assim para a mãe conseguir ter uma vida”, disse.

Para sair todos juntos, Mari e o marido precisam de dois carros: um guiado por ela, e outro por Carlos. Ao viajarem, o desafio é ainda maior: eles têm que preparar as malas de todos, com roupas de frio e de calor, para que tudo caiba nos veículos.

“Como eles estão todos na mesma escola, um cuida muito do outro. E, durante a pandemia, com as aulas só pela internet, elas sentiram muita falta dos amiguinhos, mas acabaram ficando ainda mais próximos. Como são em muitos, também brigam, claro, mas eu prezo muito que eles façam as pazes na mesma hora.”

Uma gravidez seguida de outra

Cada gestação é única, completamente distinta das demais. No caso de Mari, ela sentia muito enjoo em todas as vezes que ficou grávida – e sempre nos quatro primeiros meses de gestação. “Nas gestações de menina passei muito calor; nas de menino, muito frio. Desta vez, dos gêmeos, sinto uma fome que não consigo explicar. Eu me levanto da mesa e logo sinto fome de novo”, brincou.

De toda forma, assim que o bebê, ela esquece de todos os problemas. “Dá uma amnésia de mãe”, diz. “E quando vejo, já estou grávida de novo”.

Nos últimos dez anos (desde 2011, com a primeira filha) Mari nunca passou um ano completo sem estar gestante. De acordo com ela, o menor intervalo foi de três meses entre o nascimento de um e a gravidez de outro.

“Nunca voltei ao meu peso inicial, porque sempre que eu estava emagrecendo depois de uma gestação, eu engravidava de novo. Acho que meu corpo já se acostumou, como se eu estivesse sempre grávida. A gente ainda pensa em ter mais filhos, sim. Estamos deixando à vontade”, completou, acrescentando que as crianças são as que mais pedem irmãos.

“Pessoas me param para falar: ‘Agora chega né?'”

As críticas e comentários depreciativos por ter muitos filhos não são raras no dia a dia de Mariana. Por vezes, situações desagradáveis já aconteceram na frente das crianças.

“As pessoas me param no shopping com as crianças e falam, de forma muito grosseira, coisas como: ‘Para que tudo isso’ ou ‘agora chega né?’. Gente que eu nem conheço. E na frente das crianças. Eu acabo relevando e tiro logo as crianças dali, para não constrangê-las, porque a pessoa que acha um absurdo ter dez filhos vai continuar achando”, afirmou.

Na seção de comentários dos posts que publica, Mari também recebe ataques constantemente. “Mas procuro não ficar lendo, porque me faz mal e faz mal para os bebês que estão na minha barriga, então evito qualquer coisa que possa me deixar triste”.

“Recentemente, caí na besteira de ler comentários e vi uma pessoa que eu nem conheço dizer que eu não cuido dos meus filhos, que quem cuida é a babá. Mas eu me mato pelos meus filhos. E comentários assim machucam muito”, disse.

“Eu sofro como toda mãe. Eu me dedico demais, abdico muito da minha vida pelas crianças. O tempo que tenho livre, para mim mesma, é mínimo, mas essa foi uma decisão minha e eu sou muito feliz com ela. Toda mãe tem que ser feliz com a escolha que fez”, completou.

Fonte: Universa
Fotos: Pryscilla K/ UOL

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