Mãe aos 52, ela inspira outras mulheres a encarar a maternidade tardia

Neste depoimento, a arquiteta e chef de cozinha Madalena Albuquerque, 59 anos, do Recife, conta como superou preconceitos ao decidir ter a filha, Maria Rita, depois dos 50.

“Quando eu era jovem, achava que não tinha perfil para ser esposa ou mãe. Aprendi a priorizar o estudo, ser independente, construir carreira. Me formei em arquitetura e abri um negócio na área com um colega de faculdade que se tornou meu marido quando eu tinha 40 anos.

Pouco tempo depois, me interessei pela gastronomia e passei a mesclar as duas profissões. Cheguei aos 46 anos realizada como profissional. Mas a vontade de ter filhos surgiu. Para eliminar riscos, comecei a me preparar para uma gestação assistida.

Eu precisava ser a melhor versão de mim mesma, seguir uma dieta rígida, o que me levou a adiar a decisão até completar 50 anos. Assim, alguns dias depois de fazer 52, a Maria Rita nasceu. Eu e meu marido ficamos numa felicidade imensa, inclusive porque foi um investimento emocional e financeiro que nos levou a superar muita coisa juntos.

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“Minha maternidade tardia virou até notícia”

Só não esperávamos que a minha maternidade tardia pudesse gerar tanto estranhamento, pois virou até notícia. Sem contar as situações desagradáveis que vivenciamos, como eu precisar explicar que não era a avó da minha filha. Para evitar que isso a afetasse, sempre conversei muito com ela sobre o fato de eu ser mais velha.

E, como forma de minimizar os julgamentos, passei a lidar com essas pessoas de maneira mais pedagógica, ensinando que a vida pode ser diferente do que está no manual e que há mães de todo tipo.

Optei por expor minha experiência, e isso fez muitas mulheres mais velhas me procurarem para saber sobre o processo. É muito bom ver que posso ser um pouquinho de luz para as tentantes.”

Texto: Romy Aikawa
Foto: Américo Nunes

Conteúdo publicado originalmente na TODOS #43, em maio de 2022.

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